É hora de caçar culpados ou de reconstruir?

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Olá amigos da SPNet, mais uma vez aqui para falar do nosso mais querido tricolor.

Estamos fora das semi-finais do Paulistão 2016!

Você está triste? Bravo? Paulistão é importante?

Já faz algum tempo que para mim esse campeonato não passa de um preparatório para as outras competições. Libertadores e Brasileiro dão mais visibilidade aos clubes campeões. A Libertadores te leva pro Mundial de Clubes e o Brasileirão nos leva cada vez mais ao ineditismo. Somos o primeiro clube Hexa e tri consecutivo e podemos ser Hepta inédito!

Porque inédito? Porque seriamos os primeiros heptas em campo, nesse formato criado em 1971, sem fax ou pedido de unificação de “torneios”, enfim…

 

Explicado isso, pergunto: É hora de caçar culpados ou reconstruir e preparar para um projeto mais longo e duradouro?

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Sem nenhuma heresia ou relação de importância, quando o mestre Telê chegou ao SPFC pelo segunda vez (sim, Telê chegou a treinar o SPFC em 1973), foi questionado, “demorou” para engrenar. Chegou em 1990 com o tricolor recém desclassificado do Paulistão daquele ano com Raí muito cobrado pela torcida e no banco. Precisou de 1 ano para colocar o SPFC novamente no topo. Foi campeão Brasileiro e na seqüência campeão paulista em 1991. Porque Bauza não pode ter a mesma “sorte”?

 

Digo isso porque torcedores, dirigentes e até jogadores questionavam os métodos do Telê até ele colocar um time imbatível em campo. A diferença é que Telê tinha ao lado dele diretores que o ajudaram muito naquela reconstrução do time. Um deles, notório e muito elogiado até hoje, Kalef João Francisco, diretor de futebol na ocasião.

 

Hoje temos um novo departamento de futebol dirigido, ao meu ver, por um bom profissional do ramo. Tendo como auxiliares competentes são-paulinos como Gustavo Vieira e Pintado. Além disso um técnico “inovador”, que busca soluções dentro de um futebol real, sem pragmatismos e invenções. Bauza não é Osório, claro. Mas pode ser a melhor solução para os dias financeiramente bicudos em que o clube vive.

Não sei se Osório gostaria de trabalhar com a base do SPFC. Bauza já sabemos que gosta e sabe como fazer.

 

Aos que pedem a cabeça do Bauza eu pergunto: Quem trazer para o SPFC no lugar dele?

Técnico brasileiro não funciona mais no SPFC. A mentalidade dos jogadores brasileiros quase que de uma forma geral é péssima, de “lugar cativo”, queridinho, mimizento, firulento, de futebol pouco objetivo, etc etc. Futebol profissional não pode mais ser assim. São milhões gastos em jogadores que não representam o que recebem, muito menos o clube que defendem. O SPFC pode ser o recomeço de uma era no futebol enquadrando jogadores com salários+produção= resultados. Pelo menos pra mim, esse é o caminho. Porque todos os clubes estão FALINDO por conta dessa super valorização dos salários.

 

O erros do passado, dos ex-presidentes e dirigentes precisam ser deixados de lado nessa questão “projeto futuro” da vitoriosa marca SPFC.

 

A reformulação no elenco é necessária e será feita. Mas tudo ao seu tempo. Assim como foi com Telê, deixem o Bauza e sua equipe trabalharem!

 

Os frutos não virão da noite pro dia. Serão de um mês para o outro gradativamente, tenho certeza disso.

 

Ricci_foto

Ricci Jr. é paulista, músico e produtor musical, jornalista, sócio/diretor da Uehbe Digital Marketing, frequentador de estádios desde 84. Criou em 2011 a web rádio São Paulo Digital credenciada ACEESP e transmite todos os jogos ao vivo nos estádios. Escreve nesse espaço todas as terças-feiras.

ATENÇÃO: O conteúdo dessa coluna é de total responsabilidade de seu autor, sendo que as opiniões expressadas não representam necessariamente a posição da SPNet ou de sua equipe de colaboradores.

Comentários

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2 COMENTÁRIOS

  1. Sobre o Campeonato Paulista. Concordo q ele seja de importância inferior a outras competições, mas o desempenho do SPFC no torneio estadual é taxativo p/ os rumos do time na temporada. Um desempenho pífio, tal como foi esse ano, é indício de um ano de sofrimento…

  2. Entendo o raciocínio do colunista e concordo. Escolhemos um tipo de trabalho, com um técnico e com uma filosofia de gastar pouco com jogadores. Temos que seguir em frente, problemas e ajustes virão, não caímos neste poço do dia para noite e sair dele demanda tempo e trabalho duro. Mudar de técnico agora é retroceder.
    Eu acredito que este ano vamos dar um rumo ao time e no ano que vem seremos protagonistas.