Fala, Sombra! – O legado de Bauza

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Hoje eu ía escrever sobre a questão do SIM ou NÃO na assembleia dos associados tricolores para o próximo fim de semana, mas como nosso técnico deu “tchau”, prefiro neste momento destacar este assunto.

Bauza vai embora e, matematicamente falando, não deixa saudades. Porque seu aproveitamento à frente do time mostra míseros 46% de aproveitamento, numero de vitórias igual ao número de derrotas. Em suas mãos, o Tricolor viveu alguns poucos bons momentos, destacando uma parcela dos jogos na Libertadores a partir do segundo turno da 1a. fase, abençoados por uma vitória do Trujillanos sobre o Strongest, àquela altura, inesperada. O que pode se ver de bom? Chegamos à semifinal da competição, o que insuflou os ânimos do torcedor, e acabou fazendo sua trajetória parecer mais importante do que foi na realidade.

Sua conduta perante a mídia nas ultimas semanas foi quase tão ruim, no mínimo equivocada, quanto o futebol do time no Super Paulista Championship, um torneio para quatro grandes times e uma surpresa anual. Fomos goleados pela “surpresa” e saímos de fininho.

Bauza é ruim? Não. Ele foi bem no Tricolor? Também não. Um técnico que ganhou duas Libertadores jamais poderá ser taxado de ruim. Mas posso dizer que o trabalho nesta passagem não foi bom. Concordo com quem diz que ele trouxe equilíbrio psicológico e garra ao time. Ele trouxe o espírito, assim como trouxeram Maicon, Lugano e Calleri. Temos mania de dar nota 8 ou 80, de rotular como “besta” ou “bestial”, mas nem sempre é assim. Às vezes o trabalho é apenas mediano, razoável. Condiz com os 46% de aproveitamento. Ou estou errado? Quem sabe ele volta ao Tricolor daqui alguns anos e ganha tudo? Por que não? Para quem não sabe, Telê treinou o Tricolor em meados dos anos 70 e foi demitido. Sabia?

Agora o que importa é o presente-futuro. Técnico novo, técnico velho? Medalhão ou promessa? Sou a favor da contratação de um técnico da escola argentina/uruguaia/adjacências, porque…

  1. a) porque temos vários estrangeiros no grupo.
    b) porque técnicos da escola argentina/uruguaia/adjacências tem por base a implementação de times aguerridos e taticamente obedientes.
    c) porque não vejo técnicos brasileiros fazendo sucesso, a não ser quando disputam torneios internos. À exceção de Tite, tudo mais do mesmo.
    d) porque técnico brasileiro de currículo cobra muito mais que um similar dos países vizinhos. Para se ter a mesma incerteza, melhor gastar menos.
    e) porque o SPFC tem que ser coerente com suas diretrizes. Trouxe dois gringos que foram “tirados” daqui. Não foram demitidos. Provavelmente porque a direção vê nos estrangeiros o que não vinha encontrando nos brasileiros. Como não mudou muita coisa no cenário naciona desde janeiro deste ano, acho que a busca deve se voltar para os hermanos.

E você, amigo tricolor, o que pensa? Dê sua opinião, não sou dono da verdade. Mesmo porque, no futebol a verdade e o sucesso, às vezes, estão na diferença do “erro” ou acerto do juiz, não é mesmo?

sombraHilton Malta é o SOMBRA do Estádio 97, da Rádio Energia 97.7 FM. São Paulino desde 1969, escreve nesse espaço todas as semanas, em dias variáveis.

Twitter: @sombra97fm
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