A Palavra da Corte – Do Inferno ao Céu

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Salve, salve, Nação Tricolor!!! Aqui estamos com mais uma Palavra da Corte!

Segunda-feira a torcida são-paulina viveu um momento épico, como a muito tempo não vivíamos. Não foi uma final de Libertadores tão pouco o anúncio da contratação de um craque internacional. Mas foi uma noite onde o inesperado aconteceu.

A derrota para o Fluminense em condições normais já não seria nenhum absurdo. Os caras brigando por G6, jogando no RJ em um estádio pequeno, com a torcida em cima, vindo de bons resultados. E do outro lado um SPFC que você conhece bem o momento como eu.

Fim do primeiro tempo, 1 a 0 pro Fluminense e nós a 1 ponto do Z-4, brigando com times que sinceramente não entendo como estão lá embaixo porque não são ruins assim além de terem elencos razoáveis (me refiro a Sport e Vitória).

Enxurrada de pessimismo nas redes sociais. Gente pedindo a saída do Ricardo Gomes já no intervalo, xingamentos, clima de velório. Até eu pedi Luxa no meu Twitter (@arturcouto) para o dia seguinte. Rs. Mas aí veio o segundo tempo, com Ricardo Gomes corrigindo a má escalação que iniciou a partida, com uma bela estréia de David Neres, Thiago Mendes mais uma vez surpreendentemente decisivo e nosso zagueiro olímpico Rodrigo Caio resolvendo a partida. Não sei se falaria isso se tivéssemos empatado dado minha má vontade com alguns atletas, mas até Wesley foi bem na lateral direita, no lugar de um nervoso e amarelado Buffarini.

Sei que alguns vão dizer que é exagero, mas eu não lembro quando foi a última vez que vibrei desse jeito. Sim, as vitórias em Libertadores são sempre legais, nos clássicos que infelizmente se tornou exceção nos últimos anos também é delicioso vencer. Mas a virada inesperada, nos jogando pra longe – pelo menos por hora – do Z4 foi sensacional. Foi emocionante. E a comoção pode se notar depois também no Twitter, Face, aqui na SPNet, etc.

Sim, segunda-feira a noite fomos do Inferno ao Céu.

Mas temos que nos focar agora para não voltar ao Inferno, e sem chances de sair mais. O time continua limitado, com a maioria de jogadores limitados, com treinador limitado – desnecessário dizer que o cara é gente boa, decente, honesto, legal, porque isso todo mundo já sabe.

Pelo amor de Deus, não me venham com papo furado de Soberano, Jason, “o campeão voltou”, “Rumo ao G-6”, “time de guerreiros”, nada disso. Nossa esperada permanência na Séria A, mesmo com o time melhorando daqui pro final que é o que todos esperamos, não pode mascarar tudo o que temos passado nos últimos anos, em especial nesse ano. Muita coisa tem que mudar!

Se esses caras salvarem o SPFC, não estão fazendo mais do que sua obrigação.

Pra finalizar, uma pepita de ouro é refinada em fogo alto. O que poderia ser considerado seu fim ou um inferno, é que a torna em um precioso e desejado metal, que pode ser moldado do jeito que o ourives quiser. Sim, podemos enxergar tudo que o SPFC tem passado como um refinamento. De tudo: da instituição, da torcida, da imprensa com relação a nós… Mas de fato o refinamento tem que acontecer. O novo estatuto tem que sair e realmente mudar as coisa pra melhor, com profissionalização do futebol, maior participação dos sócios, menos vagas no Conselho e muito menos cargos e carteirinhas de “aspones”. E a torcida aprender a amar o SPFC em todos os momentos. Chega de modinhas. Não me refiro a ir no campo só quando o time está bem – ir ou não ao jogo é uma questão muito pessoal e não é o que demonstra o amor de alguém ao clube. Mas sim apoiar, não deixar o time em momentos difíceis.

E vamos lotar o Morumbi contra Ponte e Corinthians, é nossa obrigação. Eu estarei lá, e você?

É isso.

Salve o Tricolor Paulista, meu amor hoje e sempre!

artur thumbArtur Couto é engenheiro,  sócio-torcedor e sócio do SPFC,  e é administrador da SPNet. Escreve nesse espaço todas as quartas-feiras.

Fale com o Artur no [email protected] ou [email protected]

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