Miopia Tricolor – Possibilidades para 2017

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O São Paulo tem perspectivas bem melhores em 2017 do que o cenário de 2016. Mas atenção, ao ler este texto, saiba que não é oficial: apenas situações que levantei, constatei ou em alguns casos, montei o quebra-cabeça.

O departamento de Marketing já recebeu sondagem e já fez sondagens positivas. Tem gente querendo renovar patrocínio na camisa e até querendo mais espaço. E ao mesmo tempo, tem empresa que aceitou conversar sobre espaço na camisa ou mesmo no Estádio.

Isso leva a crer que o São Paulo terá melhores receitas em 2017, possibilitando quitar algumas dívidas e o principal: voltar a contratar jogador de ponta pra ser titular.

Na parte social, o clube estará sob novo estatuto, mais adequado à realidade. Não com todas mudanças necessárias mas já com algumas importantes. E principalmente: mais transparência nas ações, evitando negócios obscuros como nas gestões Juvenal-Aidar.

Agora, vamos falar do que mais interessa: o time de futebol. Consta que mudanças importantes deverão acontecer envolvendo a turma que convive no CT da Barra Funda.

Quando o presidente Leco diz que vai reforçar o time com pelo menos três nomes de relativo peso, não está chutando. Está realmente sendo trabalhado pra isso. Um dos envolvidos nisto é o gerente executivo, Marco Aurélio Cunha.

Você precisa separar a gestão Leco administrativo do da gestão Leco futebol. O que seria isso: administrativamente, Leco vem recuperando as contas do clube, com apoio do Marketing e também de algumas ações que cortaram custos. Por outro lado, sua gestão no futebol tem sido pífia.

No caso do futebol, talvez a culpa não seja totalmente do Leco mas pela participação desastrosa de algumas figuras que ainda circulam no entorno do presidente e que são responsáveis pela montagem de um elenco precário para este ano.

O elenco do São Paulo é tão precário que o técnico Ricardo Gomes precisa esperar que as improvisações resultem em milagres. Foi assim com Bauza. Foi assim com Osorio.

Ou seja, o que estamos colhendo atualmente com esse futebolzinho pobre do time do São Paulo, onde o time até cria oportunidades mas não sabe concluir, é fruto principalmente da má gestão da diretoria de futebol: montaram um time fraco de opções e carente de talento.

Há uma conversa dentro do Morumbi há alguns dias em que, para 2017, deverão chegar três bons nomes. Um deles seria William, atacante do Cruzeiro. Talvez Nilmar.

Outros nomes circulam. Muitos são plantados por interesses ou por empresários ligados a gente querendo valorizar seu jogador, como é o caso de um atacante pertencente a um clube rival.

Uma coisa também vem sendo pensada a portas fechadas: Ricardo Gomes não seria demitido. Seria elevado ao posto de diretor técnico. Estaria na Comissão Técnica mas participaria de outras ações, como o CT de Cotia, etc.

No caso, viria um novo técnico realmente. Pode sim ser o nome de Rogério Ceni. Mas acredite, há uma certa rejeição nos bastidores do clube. Não por duvidar de sua capacidade ou qualquer outra coisa: pelo momento.

Há quem defenda a ideia de que Rogério Ceni deveria primeiro fazer parte da comissão técnica e depois, daqui um ou dois anos, realmente assumir o clube.

Algumas pessoas próximas de Leco têm receio de, o momento instável, queimar a trajetória do Rogério Ceni. Acreditam que seria mais prudente trazer um técnico e o Rogério Ceni acompanhar o trabalho.

Sinceramente? Acho que, pelo pouco que conheço do Rogério: ou vem pra ser técnico ou não vem. Não vejo o Rogério Ceni “apenas” como auxiliar no CT da Barra Funda.

E você, o que acha?

ricardo leiteRicardo Leite é apresentador na Rádio Capital SP, e comentarista das transmissões ao vivo da Rádio SãoPaulo Digital @spfcdigital. Escreve nesse espaço todas as sextas-feiras.

Siga no Twitter: @RICARDOLEITE01

ATENÇÃO: O conteúdo dessa coluna é de total responsabilidade de seu autor, sendo que as opiniões expressadas não representam necessariamente a posição da SPNet ou de sua equipe de colaboradores.

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