Miopia Tricolor – A base do SPFC

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Olá, amigos da SPNet

    Volta a este espaço pra falar do São Paulo e destacar: não estava errado quando tecia comentários críticos à maneira como a “base” do São Paulo era administrada.

     Se você buscar números (e não vim aqui pra isso) vai perceber que o São Paulo gastou muito dinheiro com Cotia nos últimos dez anos. E vai encontrar jogadores revelados como craques que caberiam nos dedos de uma mão.

     Podemos citar Lucas, Breno, Oscar, Rodrigo Caio e um ou outro que não conseguiu ainda tanto espaço no futebol mundial.

     Pelo dinheiro gasto anualmente e pela estrutura fornecida pelo pomposo CT de Cotia, todos especialistas consideraram resultados pequenos apresentados pela base do São Paulo.

     Diante disto e sabendo de algumas histórias contadas por jogadores que foram dispensados a torto e direito (posteriormente apareceram em grandes clubes), com erros de avaliação grotescos, sempre teci muitas críticas ao trabalho realizado pela base do São Paulo.

     E agora, com tantas conquistas em 2016, desde o sub-15 quanto principalmente no sub-20, percebo com felicidade que eu não estava errado.

     Bastou a saída de do “juvenalismo” de Cotia que os resultados começaram a aparecer. Aliados a saída de um gerente administrativo e do técnico Baresi, os resultados vieram.

     A estrutura montada por Juvenal Juvêncio não era por meritocracia. Muitas reclamações e até denúncias sérias começaram a rondar Cotia. Algumas gerando investigações constrangedoras.

     Assim que Aidar assumiu, rompeu com Juvenal ao perceber o cabidão que era Cotia (sei que tiveram outros motivos também). Cortou 1/3 da base e mesmo assim tudo continuou funcionando normalmente. Talvez esse tenha sido um dos poucos acertos da administração Aidar.

     Mas com a mudança de postura em Cotia e cortando o inchaço, a “máquina” começou a fazer seu trabalho: revelar jogadores. Sem contar a mudança de comportamento dos jogadores: Cotia deixou de ser um resort.

     Dos últimos 10 anos, nunca o São Paulo teve tantos nomes com grande possibilidade de fazer parte do time titular. Lucas Fernandes, David Neres e outros, tem grandes possibilidades de estar no time titular do Rogério Ceni. Fora os já concretizados como Rodrigo Caio, Schmidt e Breno.

     Lógico que há outros nomes que buscam e merecem um espaço: Banguelê, Arthur, Cipriano, etc.

     Sem contar que chama a atenção a quantidade de títulos conseguida depois da chegada do André Jardine. Técnico da base que hoje é primordial para os desejos do São Paulo.

     Espero que não fiquem fazendo campanha pelo Jardine no profissional. O cara é ótimo na base. Que fique uns 10 anos lá, realizando um trabalho para entrar pra história. Depois pensamos em outros capítulos.

     Enfim, estou muito contente, como todo sãopaulino, pelo trabalho na base. E muito feliz por saber que não estava errado. A chamada mudança de ares em Cotia fez bem pra muita gente. Principalmente para os garotos, que agora se preocupam apenas em mostrar trabalho em campo.

     A meritocracia, ou seja, joga quem é melhor, voltou a Cotia e em pouco tempo já deu excelentes resultados.

     Fora que Osorio e Bauza fizeram um trabalho muito bom de integração. Os garotos do sub-20 passaram a ser vistos constantemente nos treinos do profissional. Ao contrário de antigamente, quando muitos só conheciam o CT da Barra Funda por fotografia.

     Que o presidente Leco perceba isso e não use a diretoria de Cotia pra ganhar votos no Conselho. Que não coloque gente despreparada pra gerenciar ou ter carteirinha de diretor num setor vital hoje para o São Paulo: seu futuro.

Ricardo Leite é apresentador na Rádio Capital SP, e comentarista das transmissões ao vivo da Rádio SãoPaulo Digital @spfcdigital. Escreve nesse espaço todas as terças-feiras ou sempre que possível.

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