Coluna do Fajopa – O ILUMINADO

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E a Era Rogério Ceni como treinador começou com a conquista do Torneio da Flórida, exatamente contra o rival Corinthians e na disputa por penais, um dia antes de seu aniversário de 44 anos, festejado com todo o elenco e comissão técnica divertindo-se no Parque da Universal.

Nesse domingo assisti diversos vídeos com a alegria do elenco estampada no rosto de todos, o que demonstra que o estilo Ceni de comandar caiu no gosto de seus comandados, auxiliado pelo inglês Michael Beale e todos da comissão técnica.

É evidente que temos carências no elenco, isso ficou bem claro com as chances de gols perdidas, principalmente no primeiro jogo, mas também com a queda impressionante de produção do time do segundo tempo nas duas partidas. É claro que não é fácil manter o padrão do dito time titular, mas continuamos tendo no elenco alguns jogadores que podem por o trabalho a perder a qualquer momento, acho que nem preciso citar nomes.

Mas a evolução tática comparada ao início de trabalho de Bauza, para citar um treinador que veio badalado, é clara. O time tem um desenho tático diferenciado, trabalhado por treinos específicos onde a velocidade no toque de bola e a marcação incessante são trabalhados dia a dia. O esquema vem sendo utilizado pelo líder da Premier League, o Chelsea, com muito sucesso.

Somente um trabalho tático diferenciado para tirarmos a diferença técnica que com certeza existe para Palmeiras, Santos, Flamengo e Atlético-MG, para citar quatro equipes que vejo com elencos mais qualificados que o nosso. Estamos equiparados a várias outras equipes, inclusive o próprio Corinthians, que vejo com um elenco melhor que o nosso, mas não com um time titular melhor.

Vivemos tempos bicudos financeiramente e em um ano sem Libertadores é a tática correta a ser seguida, ou seja, trazer jogadores pontuais (falta o centroavante e espero que o Jucieli para a cabeça de área) para se juntarem com a base que deu certo no ano passado, com Maicon, Rodrigo Caio, Buffarini, Thiago Mendes, Cueva, David Neres, Chavez, somando o ótimo Wellington Nem, Cícero, com jovens como Shaylon, Junior, Luiz Araújo e Araruna e com os que estão voltando de contusão, o também jovem Lucas Fernandes e Breno.

Já vi times desacreditados  que deram a volta por cima e se tornaram campeões. Já ficaria satisfeito para 2018 com uma vaga na Libertadores, mas com esse iluminado Rogério Ceni comandando a equipe, com a ajuda de gente competente e com uma visão diferente sobre o futebol, acho que até podemos sonhar com coisas melhores para esse 2017, ano importante porquê além do futebol dentro de campo teremos definições fora dele, como um “novo” Presidente que terá que seguir o novo Estatuto, mais profissional e que de certa maneira tirará um pouco de poder das mãos do mandatário mor.

Vejo 2017 como um ano fundamental para o nosso futuro e que Rogério Ceni continue sendo abençoado como ocorre desde 1993, trazendo muitas alegrias para nossa torcida.

Por Fábio José Paulo, o FAJOPA, 42 anos, pai da Thaís e participante do Manifesto Tricolor e dos sites São Paulo Mania, Site Proibido e SPNet entre 2003 e 2006.

 

 

 

 

 

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1 COMENTÁRIO

  1. Sinceramente não vi muita mudança no time, continuamos perdendo gol, criando pouco e principalmente deixando espaço entre o meio campo e a defesa na saída de bola. O RC tentou acabar com o problema fazendo o Cueva voltar até a defesa para aramar o jogo, acontece que o cara se cansa facilmente e ai marca-lo é simples. Nossos laterais nunca tem opção de jogo, ninguém encosta e então ficamos virando o jogo toda hora sem efetividade. Única forma de chegarmos ao ataque é pelo meio em arrancadas do Cueva e do Tiago Mendes, muito pouco.
    O esquema adotado não favorece nenhum de nossos atacantes, Chavez sumiu, W. Nem ficou preso na direita e foi facilmente marcado por um garoto, L. Araújo não tem capacidade para criar um lance, ele apenas sabe correr em direção ao gol.
    Falta muita coisa para dar pelo menos uma animada na torcida.