Terças Tricolores – Não Havia Alternativa

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O título da coluna é autoexplicativo. A diretoria, na minha opinião, fez o correto. Vender o Neres, atleta que jogou menos de 10 jogos no profissional, por R$ 50 milhões de reais e ainda manter 20% em uma futura venda foi um negócio ABSURDO.

Óbvio que, as condições de pagamento, estão longe das ideais. Existe o valor que receberemos à vista, uma parcela que virá depois e cerca de R$ 10 milhões que virão se o Neres atingir algumas metas. Mas, de qualquer forma, o negócio foi extremamente lucrativo para o São Paulo. Acredito, afinal não vivo a realidade europeia, que esse é um dinheiro de pinga para eles. Mas vai resolver GRANDE parte dos nossos problemas.

O departamento de futebol entendia que era necessário fazer R$ 60 milhões com a venda de atletas, valor que foi quase alcançado SÓ com o Neres. Por essa razão, principalmente, não tinha como recusar esse valor.

Claro que fica o sentimento de que ele PODERIA ser mais na história do SPFC, mas e se não fosse? Acho que a diretoria seguiu essa linha de raciocínio. Imaginem, por um momento, que a diretoria recusa essa bolada e o menino não joga ABSOLUTAMENTE nada nesse ano de 2017. Não é um absurdo pensar isso, afinal, grandes promessas da base nem sempre vingam no profissional, vide o Lulinha dos rivais da marginal sem número.

Não estou comparando um com o outro, mas o futebol é dinâmico e feito de apostas e negociações. Pela situação financeira do SPFC, pelo David Neres ser uma PROMESSA e não uma REALIDADE e pelos valores oferecidos, eu teria vendido também.

A grande questão agora é: QUAL O DESTINO DESSE DINHEIRO? Vamos pagar dívidas? Ok, vamos, mas quero que o balanço do clube divulgue QUAIS DÍVIDAS foram sanadas com esse dinheiro. Apesar de falarem TANTO da grana do Lucas, o SPFC divulgou notas e saíram matérias mostrando quais dívidas foram quitadas. É só ler essa matéria aqui que vocês ficam por dentro da calamidade que vivíamos (e ainda vivemos).

Para encerrar esse assunto eu gostaria de fazer uma pequena reflexão. A torcida está reclamando dos valores do jogador, dizendo que foi pouco e tudo mais. Mas baseado em que as pessoas fazem essa afirmação? Será que existem tantos especialistas em mercado futebolístico assim? Eu realmente não consigo entender como tem torcedor dizendo que ele vale, trinta milhões de euros. De onde vem essa avaliação?

Enfim, precisamos ter os pés MAIS no chão. Se vamos cornetar a diretoria, que o façamos com certezas e não achismos.

E o time? Obviamente que o Rogério, na condição de técnico do SPFC, não ficou satisfeito com a venda do menino. Imagino que existiam planos para sua utilização e tudo mais, mas o RC também entende a dificuldade financeira que passamos. Ele foi atleta, viu tudo que aconteceu e agora está “do outro lado”.

A vida do treinador brasileiro não é fácil. Mas se por um lado perdemos o Neres, por outro estamos para acertar com o Jucilei (GRANDE REFORÇO, na minha opinião), pedimos a volta do “Neymar do Nordeste” para o Sport e ainda existe a especulação do Hernanes. Resta esperar e ver o que a diretoria tem na manga.

Caso essas negociações se concretizem, o time passa de uma nota 6 para um nota 8, faltando ainda um atacante matador para ficarmos em pé de igualdade com os rivais.

Saudações Tricolores.

Contato?

@Abroliveira ou [email protected]

Abrahão de Oliveira é jornalista, formado pela Universidade Metodista de São Paulo, dono da @spinfoco, são-paulino e tem o sonho de cobrir um mundial de clubes com o clube do coração. 

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Comentários

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1 COMENTÁRIO

  1. Abrahão, não vou discutir o valor do jogador, porém a sua reposição. O SPFC é um time grande e tem que entrar nas competições para ganhar. Temos um ataque ruim e vendemos o único jogador com talento a 5 dias de estrear em uma competição.
    Na minha opinião a discussão é sobre o planejamento, um time grande não pode fazer este tipo de manobra, vender um jogador importante pro elenco, com um futuro promissor as vésperas de uma competição e de um fechamento de janela.
    Até junho vamos de Neilton, Chavez, Gilberto, Pedro e por ai vai. É fumo novamente.