Lugano reforça Ceni sobre ‘fixação’ em treinos de bolas aéreas: ‘Um peso’

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Técnico considera interromper trabalhos de bolas paradas defensivas para aliviar os jogadores e uruguaio diz ser um efeito normal no futebol: ‘Já vi muito na carreira’

Lugano - São Paulo

Marcio Porto – LANCE!

O São Paulo chegou a 21 gols sofridos em 14 partidas na temporada, sendo sete desses tentos oriundos de bolas aéreas dos adversários. Esse histórico fez com que o técnico Rogério Ceni desabafasse após o 1 a 1 com o ABC na última quarta-feira, quando Márcio Passos contou com escorregão de Lugano para abrir o placar. O Mito falou em não treinar mais o quesito para a defesa, algo reforçado até mesmo pelos jogadores.

– A gente falou disso na saída de campo. Antes dele dar a entrevista. Às vezes se trabalha tanto, tanto, tanto e se fixa em uma coisa, que acaba chamando o gol, aquilo que você não quer. Talvez seja melhor ficar tranquilo e não colocar tanto peso nisso. Por minha experiência, não é a primeira vez que acontece. Quando você comete muitas vezes o mesmo erro e trabalha muito em cima, traz um peso. Trabalhamos, falamos e na primeira bola eu escorreguei e aconteceu a tragédia. Temos que ter tranquilidade na hora de conversar para corrigir. Na hora certa não sofreremos mais isso – opinou Lugano.

O uruguaio foi titular pela terceira vez no ano e, apesar do escorregão no gol potiguar, teve atuação segura. Com a iminência de não ter Rodrigo Caio e Maicon para o jogo das 16h de sábado contra o Ituano, pela nona rodada do Campeonato Paulista, Ceni pode dar nova chance a Lugano, que teria seu parceiro definido entre Breno, Douglas e Lucão. Lyanco, que terminou o jogo em Natal com o camisa 5, não está inscrito no Estadual.

– Ele sabe que pode contar comigo. Nos cinco jogos que fiz, fui regular e seguro. Não fiz nada demais, sempre foi minha característica e não iria mudar agora. Sempre que precisar me utilizar, vou estar em forma para competir. Sempre tenho condições, faz um ano que não perco treinos praticamente e estou pronto para a comissão técnica. Entendo se jogar e se ficar no banco – disse, antes de comentar a atuação contra o ABC:

– Achei que foi correta. Um jogo que foi mais difícil do que o esperado pelo gol muito cedo, que gerou empolgação no time deles. Eles tinham tudo para vencer e nada para perder, mas nós fomos com calma para controlar o jogo como deveria ser. Queríamos ter vencido, mas o importante é a classificação.

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