[SPFC em Pauta] – 2005: será que veremos algo parecido novamente?

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Começo com a pergunta, caro leitor… o que você estava fazendo em 2005? Estávamos nós com 12 anos a menos (ah, que saudade rs), e mais novos podíamos ver o São Paulo com um dos seus melhores time e que podemos dizer até melhores elencos. Não tinha um time de super estrelas, é verdade, mas tínhamos um time com vontade de jogar. Ganhamos praticamente tudo com aquele time, do que disputamos só não ganhamos o Campeonato Brasileiro, o tal Brasileirão polêmico que foi descoberto a máfia do apito e teve que voltar onze jogos.

Vínhamos dos anos anteriores como “o time amarelão”, sem títulos por anos (o último antes de 2005 que ganhamos foi o “supercampeonato paulista” de 2002), 2002 esse que os times chamados de grande não disputaram o tal Paulistão, sendo disputado só por equipes do interior e quando entraram os chamados grandes, fomos pra final contra o Ituano que foi campeão do Paulistão daquele ano. Mas vamos continuar em 2005, esses anos anteriores são assuntos talvez pra outras colunas. Nosso time base era: Rogério Ceni; Fabão, Lugano (Miranda) e Edcarlos; Cicinho (Ilsinho / Souza), Mineiro, Josué, Danilo e Júnior; Luizão (Aloísio / Diego Tardelli) e Amoroso (Grafite / Leandro). Que time! Como eu falei, sem grandes estrelas mas que era unido e tinha vontade de jogar, olhando essa zaga e a zaga de hoje dá até vontade de chorar, parece que Lugano, Edcarlos e Fabão, depois Miranda acertavam tudo, era uma zaga consistente e que tínhamos segurança, sabíamos que a bola podia passar do meio campo e dos volantes que lá eles resolviam, tanto é que hoje Miranda virou uma das estrelas da zaga do futebol da Europa, e de “bonus” se a bola ainda passasse da zaga, tinha o M1TO no gol.

Resultado de imagem para SPFC 2005 Campeão PaulistaNas laterais Cicinho e Junior (não o Tavares, que na época deveria ser uma criança e que também é outro “Junior” da lateral que hoje tá jogando bem, tirando as devidas proporções, claro.), os dois ajudavam a cobrir a defesa e ainda criavam jogadas para o ataque, faziam até gol, o que hoje é até difícil ver não só no São Paulo mas nos outros times também, lateral fazer gol. 2005 até dá pra citar aquele golaço do Cicinho de fora da área contra o Palmeiras pela Libertadores no antigo Palestra Itália. Josué e Mineiro no meio pode se considerar os melhores da posição do São Paulo dos últimos anos, não vimos após 2005 outra dupla como eles. Danilo apesar de ter se destacado naquele time de Itaquera, por aqui jogava muito bem também, não no nível de Josué e Mineiro, mas se destacava… no ataque tínha Luisão e Amoroso, outra dupla que deu certo, Amoroso até hoje é chamado de “rei do MorumTRI”, depois ainda veio pra compor o ataque, o carismático Aloísio “Danone”, que justamente em 2005 foi nosso adversário na final da Libertadores contra o Atlético-PR.

Antes da final histórica de 2005 contra o Atlético-PR no Morumbi que fazia onze anos que os torcedores não viam o São Paulo no mesmo em uma final de Libertadores (A última perdendo foi em 1994 contra o Vélez e ganhando o primeiro jogo foi contra a Universidad Católica do Chile em 1993), tivemos o Paulistão, o primeiro dos três títulos do ano.

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Falcão atuando pelo Campeonato Paulista em 2005 pelo São Paulo

O elenco contava com uma estrela do futsal (sim, já era estrela naquela época) e que eu acho que se tivesse mais chances no time, tinha muitas chances de jogar bem e se manter no time do São Paulo, Falcão, aquele mesmo! Jogou com a 12, a mesma camisa que joga nas quadras. Chegou a jogar 13 jogos com a camisa do São Paulo e no primeiro jogo na sua estréia contra o Ituano, já quase marca um gol mandando uma bola na trave. O nome de Falcão aparece na lista dos campeões do Campeonato Paulista de 2005, ficou até a Libertadores e voltou para as quadras (também aparece na lista de campeões da Libertadores), o São Paulo chegou a propor um contrato de três anos pra ele, mas não aceitou e preferiu voltar a jogar no salão.

O Presidente era o saudoso Marcelo Portugal Gouvêa, que muitos dizem que foi o melhor presidente dos últimos anos. No banco tínhamos Emerson Leão, que após o título Paulista recebeu uma proposta do Vissel Kobe do Japão, e foi, para o lugar, trouxeram Paulo Autuori que acertou mais ainda o time sendo campeão da Libertadores e Mundial.

E não foi só tudo isso que aconteceu no ano de 2005, também tivemos Rogério Ceni como artilheiro da temporada. Guardem isso, acho que jamais vamos ver novamente um ano tão atípico no São Paulo como vimos em 2005, com o goleiro sendo o artilheiro do ano no time, um jogador de destaque (um dos melhores) do futsal jogando no time principal mesmo que por treze partidas e ficando no elenco seis meses, e, a equipe sendo campeã Paulista, da Libertadores e Mundial teóricamente sem estrelas.

E você torcedor, do que sente mais saudade desse time ou da temporada de 2005? Será que vamos ver uma temporada dessa novamente no São Paulo? Com goleiro como artilheiro do ano, jogador de futsal atuando no time principal e três grandes títulos?

Até semana que vem!
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Twitter: @carlinhosnovack | [email protected]

Carlinhos Novack é Jornalista, já foi colunista de outros sites tricolores, ex-LANCE! e integrante da escola de samba Dragões da Real (Vice-Campeã do Carnaval 2017). Escreve suas colunas na SPNet todas as Quintas.

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