6-3-Terça – Tratos Bem Feitos

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Trato Bem Feito

Semana passada, fiz um texto citando os erros do São Paulo em negociações, e agora acho justo falar sobre os acertos, já que existe uma lista extensa de bons negócios. Não citarei Pratto, Tavares e outros, pois ainda estão no time e tudo pode mudar de uma hora pra outra.

Quando se trata de negócios bem feitos do São Paulo, o primeiro que vem na cabeça é a venda de Douglas, para o Barcelona, por 18 milhões de reais. Como o São Paulo era dono de 60% dos direitos econômicos, recebeu cerca de 10,8 milhões de reais, o que é muito para um jogador do nível dele. Douglas pode ser caracterizado como versátil, joga mal em todas as posições, e mesmo assim, o São Paulo conseguiu lucrar muito com ele.

A venda de Lucas foi um ótimo negocio para o São Paulo, saiu por R$ 103 milhões para o PSG, dos quais R$ 81 milhões ficaram no Morumbi. Lucas sempre honrou a camisa e jogou muito bem, mas em 2012, vender um jogador por mais de 100 milhões era algo extraordinário, e ainda é. O único problema foi o dinheiro não ter sido bem investido, e uma parte do dinheiro “desapareceu”.

Uma contratação que veio barata, mas foi muito importante foi Dagoberto. Chegou do Atlético Paranaense em 2007, com 24 anos, e conquistou dois Brasileirões pelo São Paulo e o respeito da torcida, além de ter uma enorme lista de golaços e lindas jogadas. Com uma movimentação rápida, dribles ágeis e um faro de gol aguçado, foi sempre destaque do time e referência ofensiva. Após rumor que arrumou confusão com a diretoria, saiu por 2,2 milhões de reais ao Inter de Porto Alegre em dezembro de 2011.

Outro jogador que chegou na mesma época foi Miranda. Com a promessa de ser um novo Lugano, assim como Aislan, que subiu para o profissional na mesma época. A única diferença é que Miranda vingou, enquanto Aislan se mostrou ser um jogador muito fraco. Zagueiro técnico, porém raçudo, fazia vários gols e estava na campanha do tri brasileiro, sendo incontestável no time. Em 2011, se transferiu ao Atlético de Madri e encerrou assim sua passagem pelo Morumbi. Nos últimos anos ele vem sempre sendo especulado no São Paulo, mas nunca dá em nada.

Falando de outra era, em 1987 chegaria ao São Paulo um jovem de 22 anos, que se tornaria ídolo depois. Raí veio do Botafogo de Ribeirão Preto e, no começo foi pouco utilizado, fazendo apenas 26 gols em seus primeiros três anos. Mas, após a chegada de Telê, começou a ser usado com frequência e na temporada de 1991, marcando 28 gols, mais do que o total de seus três anos anteriores juntos.

No São Paulo Raí ganhou duas libertadores, um mundial, um Brasileiro e cinco paulistas (alguns em sua segunda passagem). Quando saiu em sua primeira passagem, foi ao PSG onde se tornou ídolo lá e no fim de sua segunda passagem, se aposentou.

Muitos casos ainda foram deixados de lado, como a venda do Denilson para o Real Betis, que saiu por um preço extraordinário para época, a venda de Hernanes, a venda de David Neres, que mesmo tendo saído muito cedo, foi por um preço muito alto.

Da mesma maneira que o São Paulo acerta muito em contratações, erra em muitas. A diretoria precisa pensar muito antes de tomar uma decisão, seja de venda ou compra, pois esses exemplos só mostraram que quando se pensa nas atitudes e decisões importantes, pode privilegiar muito o time e ter um período grande de glória.

Descrição: Lucas Tury é estudante, torcedor fanático, vai ao Morumbi frequentemente e torce pra o São Paulo desde pequeno mesmo sendo de uma família de cariocas e palmeirenses. Qualquer dúvida ou sugestão, envie um email para [email protected].

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