Após proteger defesa, Ceni tenta melhorar ataque do São Paulo

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No Campeonato Paulista, o Tricolor atuou na maioria das vezes no esquema 4-3-3, com algumas variações. O resultado: ao final do torneio, a equipe ostentava o melhor ataque, com 33 gols marcados, mas a quarta pior defesa, com 23 tentos sofridos.

Com tal conceito, o time do Morumbi passou longe do título estadual, não chegou sequer às oitavas da Copa do Brasil, e ainda amargou a vexatória eliminação para o modesto Defensa y Justicia-ARG na primeira fase da Sul-Americana.

Com uma defesa insegura, o técnico são-paulino decidiu escalar o time com três zagueiros nas últimas partidas do Campeonato Brasileiro. A estratégia estreou contra o Palmeiras, pela terceira jornada da competição, e teve sucesso. O Tricolor neutralizou as principais opções ofensivas do rival e acabou vencendo por 2 a 0.

“Mudamos porque estávamos tomando muitos gols. O Rogério encontrou a formação com três zagueiros. Acho que agora estamos com identidade nessa formação, ele está levando jogo a jogo esse pensamento”, avaliou o centroavante Lucas Pratto.

Passadas sete rodadas, o São Paulo contabiliza cinco gols sofridos, tendo a defesa superada apenas pelo Coritiba, com quatro. O ataque, por sua vez, tem desempenho apenas razoável, com oito tentos feitos.

Por isso, Pratto, artilheiro tricolor na competição, com três gols, ressalta a importância de o time encontrar o equilíbrio o quanto antes para entrar na briga pelo título.

“Contra o Corinthians, mudamos um pouco a formação no ataque, mas mantivemos os três zagueiros e, se não fossem erros individuais e conceituais, não teríamos perdido e seríamos a melhor defesa. O trabalho defensivo está muito bom. No ataque, estamos com dificuldade”, atestou.

A condição de postulante ao título também passa por um melhor desempenho do São Paulo fora do Morumbi, onde tem 100% de aproveitamento, com três vitórias. Longe de seu estádio, são três derrotas e um empate. No ponto conquistado diante do Sport, na Ilha do Retiro, a equipe atuou com três zagueiros.

“Conseguimos um ponto de visitante, de quatro jogados só um ponto. Temos de melhorar isso, porque em casa estamos conseguindo os resultados. Jogamos contra times importantes em casa e vencemos. Buscamos regularidade fora de casa para brigar por coisas importantes”, afirmou o argentino.

Diante do Atlético-MG, às 16 horas (de Brasília) deste domingo, no Morumbi, Ceni deverá mandar um time no 3-4-3, ainda à procura de uma identidade. “O treinador tenta manter uma base, os três zagueiros e a tática. Individualmente cada jogador tem de render o que é a expectativa dentro do São Paulo”, concluiu Pratto.

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  1. Apesar de perder para o Corinthians a atuação do São Paulo foi bem melhor, intensificando a marcação no campo de ataque, ou seja na saída de bola do adversário. Provou-se ai que a melhor defesa é o ataque, pois pressionado a saída de bola força-se a equipe adversária a cometer erros, como por exemplo dando o “chutão para frente”. Com relação á estratégia de formação da equipe, 4-3-3 ou 3-4-3, na minha opinião, pode ser dinâmica, ou seja pode-se rearranjar com uma formação para o ataque e outra quando estiver defendendo, o mais importante é a atenção e a movimentação dentro de campo, isto é, quando estiver atacando encostar no companheiro para receber o passe e movimentar-se para descolar a marcação para facilitar quem está com a bola, e quando estiver defendendo prestar atenção em quem está desmarcado. No jogo contra o Corinthians por várias vezes o Romero ficou sozinho na lateral, falta de atenção na marcação. E para finalizar ainda insisto na jogado com um “pivô”, que como já disse, sempre pega a zaga de costa com pouco chance de recuperação, facilitando as jogadas de ataque.