Memória Tricolor #12 – Nosso famoso goleiro reserva | “…eu sou o Barbirotto!”

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Um grande time sempre começa por um grande goleiro, e os melhores times tem que contar também com grandes reservas, e assim sempre foi o São Paulo Futebol Clube.

Resultado de imagem para barbirottoAntônio Barbeirotti Júnior nasceu em São Paulo no dia 19 de setembro de 1959, sendo de família italiana foi jogar como goleiro de futsal no Palmeiras, logo foi para as categorias de base do São Paulo e inicio já como campeão paulista dente de leite. No são Paulo ficou de 1973 a 1979 e seu primeiro contrato profissional foi com o Goiás em 1978 por empréstimo do Tricolor para o time goiano, retornou e voltou a equipe de base e só em 1981 passou ao profissional do São Paulo e fez história como reserva inicialmente de Waldir Peres e depois de Gilmar. Ficou famoso e seu nome é citado no seriado Chaves no episódio “Jogando Futebol”, em que Kiko e Chaves chutam pênaltis no pátio da vila, e Chaves em um momento como goleiro fala: “… eu sou o Barbirotto“.

De 1981 a 1985 foi Campeão Paulista em 1981 e quando Waldir Peres deixou o São Paulo em 1984 Barbirotto fez sua melhor temporada e jogou 55 partidas, logo o Tricolor contrataria Gilmar e Barbirotto voltava a reserva.

No final de 1985 incomodado com a condição de reserva foi por empréstimo para o América de Rio Preto, ao retornar em 1986 entendo não ter espaço no time e sem querer ficar sendo emprestado comprou seu passe e vai para o Juventus onde dá início uma fase de peregrinação por diversos clubes do interior.

Resultado de imagem para Antônio Barbeirotti JúniorJogou por diversos times como Ferroviário, Joinville, Bangu, Ponte Preta, Bragantino, América de Rio Preto (segunda passagem), XV de Piracicaba, Caxias e Noroeste onde em 1992 encerrou sua carreira.

Duas curiosidades sobre sua carreira, quando defendendo o América de Rio Preto ficou 768 minutos sem sofrer gols, uma façanha para poucos goleiros. No Joinville jogou em um timaço que tinha Alfinete, Paulo Egídio, Nardella, Toninho Cajuru e Geraldo, Barbirotto foi campeão estadual na fase do Octacampeonato do JEC.

Arriscou-se como técnico, mas logo viu sua vocação de goleiro falar mais alto e passou a função de treinador de goleiros, com passagens pelo Santos, América do Rio, Guarani, Juventude, Internacional, Atlético, Náutico e o São Caetano campeão paulista de 2004 com Muricy Ramalho de quem é muito amigo. Como treinador de goleiros também teve passagens pelo futebol japonês e coreano.

Boa praça, sempre com uma conversa agradável durante muitos anos Barbirotto teve um restaurante no Guarujá na divisa das praias de Pitangueiras e Astúrias com vista belíssima para esta praia. O local chamava “Bar Barbirotto” e o lema era, “Barbirotto o goleiro que virou Chopp”. Frequentei por muitos anos o restaurante e Barbirotto sempre lá estava com sua esposa Táta, ex-jogadora de vôlei, para um papo sobre futebol e principalmente o São Paulo que ele torce.

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