Amigo de Dorival, Diniz explica visitas ao CT do São Paulo e crê em fuga do Z-4

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Treinadores se aproximaram após disputa da final do Paulistão de 2016, entre Santos e Audax

Por Marcelo Hazan, São Paulo – GloboEsporte.Com

Fernando Diniz tem frequentado o CT da Barra Funda, do São Paulo, nos últimos dois meses. Período no qual o time vive fase ruim dentro de campo e briga contra o rebaixamento do Brasileirão: é o 19º colocado.

Na quarta-feira da semana passada, ele foi ao local novamente durante a atividade comandada por Dorival Júnior. As aparições do técnico não têm qualquer ligação com um possível cargo dele no Tricolor.

Diferentemente do que é discutido no caso de Muricy Ramalho. O comentarista do SporTV e o São Paulo conversam para uma parceria informal: espécie de consultoria.

A amizade com Dorival Júnior é a razão das visitas de Diniz. Os técnicos se aproximaram após a disputa da final do Paulistão de 2016, na qual o Santos então treinado por Dorival foi campeão contra o Audax de Diniz.

O estilo de jogo da equipe de Osasco chamou a atenção do agora comandante tricolor. Amigos em comum de Vagner Mancini, técnico do Vitória, eles se encontraram posteriormente em eventos e agora estreitaram a relação.

– É uma conversa muito informal. Sobre tudo. Claro que passa também pelo time, mas não focada nisso. Não vou lá para dar consultoria. Vou bater papo e vejo o treino. Vou porque gosto da companhia, pela condição humana e pela amizade. Falamos de futebol no Brasil, no mundo e um pouco sobre o time do São Paulo, mas é ele quem toma conta – disse Diniz, em entrevista feita na semana passada.

Fernando Diniz e Dorival Júnior conversam no CT do São Paulo (Foto: Marcelo Hazan)

Fernando Diniz e Dorival Júnior conversam no CT do São Paulo (Foto: Marcelo Hazan)

Apesar de reconhecer a dificuldade da situação do São Paulo no Brasileirão , Fernando Diniz faz projeção otimista para o time – o próximo duelo é com o Vitória, no domingo, no Barradão.

– Acredito bastante que escapa. No futebol, assim como na vida, não há certeza de nada. O Audax é um exemplo disso: jogamos parecido com o ano passado, quando fomos finalistas com 20 clubes, e neste ano com 16 caímos. Atuamos bem em muitos jogos. O São Paulo teve jogos em que atuou melhor e perdeu. E vice-versa – disse.

Na visão de Fernando, o Tricolor tem um bom grupo de jogadores, embora o elenco tenha sido montado e remontado, com atletas sendo contratados em diferentes momentos.

– Vejo uma evolução muito clara no time, de momentos específicos e de postura. Contra o Palmeiras, por exemplo, teve o contra-ataque para fazer o terceiro gol e levou o gol no contra-ataque do contra-ataque. Seria mais fácil o São Paulo ter feito o terceiro do que o Palmeiras. Mas vejo mais consistência, troca de passes. Embora tenha tomado mais gols, a defesa está melhor posicionada. O São Paulo está muito próximo de dar uma virada no campeonato. O Dorival é um cara que tem muito a ver com o São Paulo. Estou torcendo para melhorar. Essa dobradinha tem tudo para dar certo – completou.

Segundo Diniz, Dorival tem elogiado a estrutura e os profissionais do São Paulo. Fernando, inclusive, disse ter visto o clube internamente pela primeira vez e se impressionou positivamente.

 Dorival e Diniz se enfrentaram por Santos e Audax na final do Paulista-16 (Foto: Ale Vianna/Eleven/Estadão Conteúdo)

Dorival e Diniz se enfrentaram por Santos e Audax na final do Paulista-16 (Foto: Ale Vianna/Eleven/Estadão Conteúdo)

Diniz está sem clube há aproximadamente dois meses e meio, desde quando saiu do Audax. Nesse período recebeu ofertas pelas quais não se interessou e agora espera um projeto que se encaixe dentro do que pensa.

Ele não pensa em trabalhar como auxiliar ou em outra função. A ideia é seguir como treinador e manter o estilo de jogo mostrado no Audax, filosofia que ele nega precisar de muito tempo para implantar.

– Isso é irreal. Está no imaginário das pessoas que se me contratar precisa de muito tempo. Preciso do mesmo tempo que qualquer outro treinador. A parte tática é só um elemento do jogo. Como você conduz e articula as relações com os jogadores é o mais importante para tudo fluir rápido.

Para sair do Z-4 do Brasileiro na próxima rodada, o São Paulo precisa ganhar do Vitória (no domingo, em Salvador) e torcer por DOIS ENTRE TRÊS dos seguintes resultados: 1 – derrota ou empate da Chapecoense (contra o Grêmio, no domingo, em Porto Alegre); 2 – derrota do Bahia (contra o Cruzeiro, no domingo, em Belo Horizonte), tirando saldo de quatro gols; 3 – derrota do Coritiba (contra o Palmeiras, na segunda-feira, em São Paulo).

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