Memórias Tricolor #15 – Cilinho, o Professor

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Resultado de imagem para Cilinho spfcGênio na vitória, ofendido na derrota, o treinador é sempre parte importante de um time vitorioso e o culpado quando o time perde. Chamado pelos jogadores de Professor, o técnico é o diferencial de um time vitorioso…

Nascido em Campinas no dia 9 de fevereiro de 1939 Otacilio Pires de Camargo esta hoje vivendo sua aposentadoria de forma tranquila após 42 anos de muita dedicação ao futebol brasileiro. Ele é o responsável por revelar e lapidar craques que formaram elencos maravilhosos, e todo apaixonado por futebol ao ouvir seu nome o liga aos craques e vice versa. Técnico de personalidade forte, lançou como jogador Müller, Silas, Sidney e tantos outros, e então falamos dele, o genial e mágico Cilinho.

Sua carreira teve início em 1966 na Ferroviária de Araraqara interior de São Paulo, alias toda sua carreira foi focada em clubes paulistas, com passagem pelo Mazembe do Congo em 1970 e Sport do Recife em 73-74 e 1977, dirigiu o Corinthians em 1991, mas seu grande ápice foi no São Paulo Futebol Clube nos anos de 1984 a 1986 e 1987 a 1989. Jamais dirigiu a seleção brasileira.

Resultado de imagem para Cilinho spfcPelo São Paulo Futebol Clube Cilinho comandou o time em 243 jogos, com 108 vitórias, 85 empates e 50 derrotas, foi Bi-Campeão Paulista em 1985 e 1987 e montou a base do time que venceu o Campeonato Brasileiro de 1986.

O primeiro time de maior expressão que Cilinho comandou foi a Portuguesa onde fora contratado pelo saudoso presidente Orlando Teixeira Duarte (nome do Canindé) e logo passou a introduzir hábitos novos aos jogadores fora de campo como as palestras nas concentrações e obrigatoriedade de ler livros para aumentar a cultura dos jogadores. Na porta do vestiário mandou colocar uma placa escrita: “Nunca se realizou nada de grande sem muito entusiasmo”, Cilinho realmente era diferente.

Chegou no São Paulo em 1984 vendo o time montado por craques como Waldir Peres, Serginho Chulapa, Zé Sérgio, Almir, Paulo César Capeta, Getúlio e Heriberto sendo totalmente desfeito e então o desafio de montar uma equipe de jogadores jovens e promissores. Nomes como Silas, Müller, Sidney, Márcio Araújo e Nelsinho surgiram e o São Paulo contratou Paulo Roberto Falcão e Pita, este ainda em início de carreira. O “Rei da Roma” Falcão chegou e não teve regalias com Cilinho indo muitas vezes ao banco de reserva.

Resultado de imagem para Cilinho spfcPor sua indicação o São Paulo contratou Bernardo, Zé Teodoro e Mário Tílico e assim estava formado o “Menudos do Morumbi” em alusão ao grande sucesso musical da época, uma equipe vencedora e que todo torcedor Tricolor a época sabia na ponta da língua.

Em seus treinamentos Cilinho exigia que os jogadores fizessem passes certeiros, não admitia que ao efetuar um lançamento o jogador não olhasse para o companheiro. Em seus treinamentos os passes, lançamentos e chutes a gol eram executados a exaustão. Um fato curioso eram os famosos coletivos em que jogadores titulares e reservas jogavam com o mesmo uniforme se distinguindo por fitas amarradas na cabeça, forçando assim a todos os jogadores estarem o tempo todo de cabeça erguida.

Cilinho foi genial, um dos grandes técnicos que o São Paulo teve a quem hoje e sempre a Nação Tricolor deve render homenagens. Obrigado Professor.

Gustavo Flemming, 39 anos de amor ao SPFC, é empresário no segmento de pesquisa de mercado e consultoria em marketing.

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