Na Segunda Jamais – A cereja do bolo

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Começou em 2011 com uma manobra digna de “House of Cards”, Juvenal Juvêncio mudava o estatuto do SPFC e se reelegia para o terceiro mandato consecutivo no São Paulo. Até o Luís Inácio ficou com inveja da perspicácia de Juvenal.

Continuou em 2013 com a Justiça de São Paulo reconhecendo esse terceiro mandato de JJ. Foram 8 anos na presidência do Tricolor no total, de 2006 até o início de 2014. Haviam 2 nomes possíveis para ser o nome da Situação na eleição de 2014: Leco ou Aidar. Ganhou por influência no Conselho deliberativo. Juvenal sabia que Carlos Miguel tinha muito mais apoio que Leco, e ganharia a eleição com maior facilidade, sem contar o fato de JJ ter sido diretor de futebol no primeiro mandato de Aidar.

E o comando de Carlos Miguel Aidar foi um dos maiores vexames da história do São Paulo. Rompeu com aquele que o lançou a presidência, demitindo Juvenal do cargo de Diretor de futebol da base. Foi perdendo o apoio pouco a pouco. Uma crise política jamais vista pelos lados do Morumbi tomou conta do clube. Chegamos ao ridículo de dirigentes irem as vias de fato, os “cardeais” do São Paulo haviam perdido o controle. A “gota d’agua” foi o caso Iago Maidana, o clube comprava um jogador por 2 milhões de reais, dias após o mesmo ter sido vendido por 800mil reais. Ataíde, ex-vice presidente de futebol diz ter uma gravação onde Aidar confessaria práticas de corrupção..

Aidar renuncia em 2015, e o presidente do Conselho Deliberativo (o mesmo que Aidar tinha mais influência, segundo JJ), Carlos Augusto Barros e Silva, o Leco, assume a presidência do clube interinamente. Nunca na sua história o São Paulo tinha passado por tantas loucuras em sua gestão, um clube que sempre havia sido exemplo.

Leco ganhou as eleições que o mantém na presidência até 2022. Ou seja, a situação se mantém no SPFC desde 2002 com a vitória de MPG, são VINTE ANOS com a mesma chapa no poder.

E como isso reflete no futebol?

  1. Demissão do técnico mais vencedor da história do SPFC após Tele. Muricy em 2009.
  2. Eliminações para Avaí, Penapolense, Bragantino, Audax, Defensa y Justicia
  3. Derrotas e mais derrotas em clássicos. 6×1.
  4. Um título em 9 anos.
  5. Briga para não cair em 2013.
  6. Contratações absurdas: Clemente Rodriguez, Negueba, Wesley, Kieza, Denilson, Xandão, André Luís, Saavedra, Geterson, Silvinho, Roni, Wilder Guisao, Daniel, Ytalo e a lista não acaba.

A culpa não era do Rogério, não é do Dorival. A culpa é de quem comanda. O ano de 2017 é apenas a cereja de uma receita que se perdura há mais de 15 anos. Uma década e meia do MESMO grupo político no poder. Acho que já está na hora de mudar, não?

Salvem o Tricolor Paulista.

Eduardo Achar Filho é estudante de medicina pela Santa Casa, são paulino de berço, acompanha o tricolor desde o título do Rio-SP. Qualquer dúvida ou sugestão, envie um email para [email protected]

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