SPFC em Pauta – O dia que conheci o Rogério

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Hoje é o dia em que se completam 27 anos da estréia de Rogério Ceni no São Paulo. As vezes me pergunto: o que seria se não fosse aprovado naquele teste dia 7 de setembro de 1990? Ou como seria a história do São Paulo daí em diante? Muitos o julgam pela sua última passagem como treinador, confesso que foi abaixo do esperado, mas como jogador indiscutivelmente foi um dos maiores de toda história, e nada vai apagar. Nem a péssima passagem como treinador.

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Vamos re-lembrar algumas coisas…
7 de setembro de 2011, em um Morumbi lotado…
O que aconteceu no Morumbi, foi uma festa para ser reverenciada, li no twitter na época, que a torcida do São Paulo, quando quer, é grande… E nesse dia, mostrou grandeza! Um jogador vestindo a camisa de um clube por 1000 jogos, que marca! Assim como 6 anos depois a torcida continua mostrando que é grande e apoiando mesmo o time na situação que está.

Vou relatar um caso no qual aconteceu comigo, para vocês leitores, terem uma noção da grandeza de Rogério Ceni como pessoa… Me lembro que em 2010 por volta de Maio, Junho… Quando eu ainda dava meus primeiros passos como jornalista, fui ao CT do São Paulo para conhecer, como o sonho de todos que lá estão, o meu era conhecer Rogério, esperei, esperei e esperei… Tinha comprado um livro – “Maioridade Penal” – com a história dele de 18 anos de São Paulo (como muitos devem conhecer), como falei, esperava ter seu autógrafo dedicado á mim na primeira página, era uma época que Denis estava sendo titular do gol por alguns jogos, e Rogério estava machucado, em tratamento… Parei no portão de entrada para ás piscinas, o segurança desceu e me disse: “Olha, me dá o livro pra eu levar pra ele autografar, já te trago”, aí, acabaram todas minhas esperanças de conhecê-lo, mas sabia que pelo menos o autógrafo eu teria… Foi quando o segurança desce a rampa de acesso, me entrega o livro, eu abro, e a folha estava em branco, eu perguntei o que tinha acontecido… Ele falou: “O Rogério falou que é pra você subir que ele vai te atender, e vai dar o autógrafo pessoalmente”, a cada segundo que passava na subida dessa rampa, meu coração batia mais e mais forte, foi quando entrei na recepção, esperei alguns minutos, eis que passa Rogério Ceni subindo uma escada, era a primeira vez, mesmo que de relance, o vi pessoalmente, passando 2 minutos, desce novamente e vejo ele vindo em minha direção, confesso que meus olhos encheram de lágrima, ele veio, me cumprimentou… Perguntou meu nome, conversamos por alguns minutos… Falei à ele os motivos dele ser meu ídolo, a humildade com a qual ele me atendeu foi impressionante! Entreguei o livro na mão dele, pedi o autógrafo e tirei foto…

A maior surpresa aconteceu no fim, ele me falou: “Você já deve ter camisas do São Paulo, então vou te dar uma coisa que vai te marcar, uma calça, que eu usei no ultimo jogo contra o Atlético Goianiense”, uma das maiores emoções da minha vida, ter uma calça que o M1TO (ressalto, como jogador) usou em um de seus 1.000 jogos… Essa que guardo com o maior carinho até hoje.

Na despedida, me acompanhou até a rampa perto dos seguranças, e comentou com um deles: “Acompanhe o menino, gente boa!” e me deu a mão. A partir desse dia, virei mais fã ainda dessa pessoa tão carismática e humilde chamado Rogério Ceni… Critiquei sim como técnico, critiquei como treinador e ainda acho SIM que não está preparado pra assumir um time da grandeza do São Paulo, não mostrou isso. Mas como jogador volto a falar, é um dos maiores que eu vi. Continuo fã, do jogador.

Me lembro na apresentação de Luis Fabiano no Morumbi (na qual eu estava presente, já como membro da imprensa), a frase em que Rogério disse ao ver o estádio lotado para uma simples apresentação: “Eu achava que vocês eram grandes, hoje eu tenho certeza que vocês são os maiores!”, como treinador, Rogério pode ser criticado… já como atleta do clube, sempre deu o seu melhor e deverá ter o nosso respeito. Uma pena não ter dado certo como técnico e não ter virado ídolo

Obrigado, Rogério.

Até semana que vem…

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Contato: [email protected]

Carlinhos Novack é Jornalista, já foi colunista de outros sites tricolores, ex-LANCE!. Escreve suas colunas na SPNet todas as Quintas.

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Comentários

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1 COMENTÁRIO

  1. O dia em que o conheci, achei um goleiro fantástico, fora de série, um reflexo monstruoso, grandes exibições na copa João Jorge Saad, na comembol, e logo no time principal.

    Até 2005 um grande ícone da história.

    A partir de 2006 sua presença nefasta colocou tudo a perder, frangos históricos como na final contra o inter, no brasileirão do tri o time conseguiu junto apesar dos seus perus, se aposentou na base do apusso e voltou para nós colocar na série B

    Antes não tivesse jogado aqui