Além das 4 linhas – Treinador estrangeiro

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Quando Rogério Ceni foi despedido do clube por baixo aproveitamento, falavam na contratação de mais um treinador estrangeiro. A bola da vez era o elogiado Rueda que depois foi parar no Flamengo, onde ainda está.

Eu não vou julgar a capacidade do Rueda e sim o aproveitamento do Flamengo. O clube carioca tem um elenco caro e numeroso, mas não rendeu o esperado por muitos durante este campeonato brasileiro. Para quem é do ramo, o que está acontecendo é o normal, ou seja, o cara chega do exterior e não conhece a língua, o elenco, o clube e o futebol brasileiro. Serão meses de trabalho até que tudo esteja no seu lugar. Até agora são 4 meses e o time ainda é criticado por não render o esperado. Ao contrário disso, o Vasco, clube que contratou o ex treinador do Flamengo, o Zé Ricardo, demitido para a chegada do Rueda, cresceu muito de rendimento e aproveitamento. Na tabela do segundo turno o Vasco é o quinto e o Flamengo é o décimo primeiro.

No SPFC foi uma choradeira quando um treinador brasileiro foi contratado após a saída do RC, no caso o Dorival Jr, que é considerado um  treinador de segunda grandeza por muitos, como se houvessem muitas opções no mercado e o treinador fosse realmente ruim, coisa que não é. O SPFC é o segundo melhor na tabela de classificação do segundo turno, podendo chegar em primeiro caso o time vença o Bahia e o Palmeiras não vença seu último jogo.

Se num clube sem risco de Z4, sem a pressão que transforma um grande em “pequeno”, o Rueda está tendo esta dificuldade, imagina o cara no SPFC no meio de uma “guerra” como nunca se viu no clube. Nunca o SPFC havia ficado tantas rodadas abaixo da linha de corte. Mais do que nunca penso que nosso clube acertou em cheio na contratação do treinador, que em sua carreira já passou por situação igual em outro clube grande, o Santos, e se deu bem.

Com o passar dos jogos fui gostando do trabalho do atual treinador mesmo sabendo o que significa para os jogadores de um clube como o SPFC jogar com a pressão que existia. Como muito bem resumiu o Rodrigo Caio: “Eu já não dormia mais a noite”. Sem dormir, como jogar bem? Impossível! Agora sem o risco, o time jogou bem mais solto contra o ameaçado Coritiba, mesmo sem os 3 principais jogadores. Imagino ver um bom jogo no Domingo contra o Bahia, já que os 2 clubes possuem ainda objetivos nesta temporada.

O Dorival vai poder agora desenvolver o seu trabalho. Já fez seu pedido de contratações, já subiu alguns garotos da base e já deixou de lado alguns jogadores que não têm a “jerarquia” tão necessária para jogar no maior do Brasil. Os casos mais claros são os de Marcinho, Denílson, Gilberto, Bruno, Buffa, Denis, entre outros.  O ponto agora é manter o time que temos e reforçar o elenco. A pressão interna por isso está grande. Jogadores de peso foram procurar a diretoria para conversar, assim como um grupo de torcedores. Há rumores de gente que diz preferir sair se o clube não tiver um bom time para 2018. Jogar sob pressão significa jogar abaixo das possibilidades, jogar abaixo das possibilidades significa não entrar na mira de grandes clubes europeus e muito menos da seleção de seu país, o sonho de todo bom jogador.  

Mas está parecendo que as coisas no clube melhoraram um pouco, mesmo com as mesmas pessoas trabalhando. Pelo menos as contratações foram boas e o time melhorou.

Salve o tricolor paulista, o clube da Fé.

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Carlito é advogado, trabalha como representante comercial, frequenta o Morumbi desde 1977 e prefere o time que vence ao time que joga bonito. Escreve nesse espaço todas as quintas-feiras.

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