LG em Foco – Pra casa a pé nós iremos

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Bem amigos, gostaria de começar essa coluna com uma bela risada pela derrota do Grêmio para o Real Madrid, kkkkkkkkkkk. Por terem achado que teriam alguma chance contra um time que nem precisava ter levado seu goleiro( Navas) para a final. Segundo Galvão Bueno, o Grêmio era o Brasil no Mundial de Clubes (kkkkkkkkk), quanta ingenuidade.

Muitos aqui lamentaram pelos refugos do São Paulo que hoje estão no Grêmio, Fernandinho, Cícero, Leonardo Moura e Maicon. Sábado passado eles mostraram que refugo é refugo, e quando mais precisamos deles, mais eles pipocam, refugo tem medo de tentar um chute, um drible, refugo recua a bola para defesa aos 45 do segundo tempo perdendo o jogo por 1×0.

A Globo tentou justificar essa pipocada alegando que o Real tem 11 jogadores titulares de suas seleções, mas até onde eu sei, todo jogador profissional sonha em ir para a Copa do Mundo, mas chegando lá, acham que vão enfrentar quem? Os perebas da série B? Não, enfrentarão os melhores do mundo, sendo assim, Mundial é coisa pra jogador de primeira linha como Amoroso, Mineiro, Lugano, Raí, Cafu e etc. Refugo tem que jogar sua bolinha apenas por aqui mesmo.

Os grandes Clubes europeus em geral são superiores aos Sulamericanos, mas como ocorreu em 2005 contra o “ Imbatível Liverpool”, o cara tem ir para a guerra e fazer com que eles saiam da zona de conforto.

Mas nessa situação, como fica nosso São Paulo? O que nos importa a derrota do Grêmio? A questão é que tomamos um vareio do Grêmio no brasileirão. Mas se eles são um time com vários refugos, então o nosso é formado de quê já que fomos inoperantes nesse confronto?

Alguém consegue imaginar nosso time enfrentando o Real Madrid? Quem marcaria CR7, Isco, Benzema, Modric, Bale e o Marcelo? Seria  por acaso o fraquíssimo Rodrigo Caio ou  Arboleda? Cueva iria jogar, ou se esconderia entre as travas da chuteira de algum jogador do Real? E o que o nosso ataque inoperante poderia fazer contra a marcação merengue? Absolutamente nada.

Pois é, pelo visto os Sulamericanos tem que se contentar com a desnivelada Libertadores, e no máximo sonhar que ocorra uma zebra na Champions como ocorreu no Mundial das galinhas contra o Chelsea. E para nós sãopaulinos, nem com a Libertadores poderemos sonhar em 2018 ( obrigado Leco).

No mais, nosso elenco não é forte. Em 2018 permaneceremos sem goleiro, laterais e ataque. Sonharemos com a inédita Copa do Brasil, mas se não tomarmos cuidado, continuaremos  passando vergonha contra Fernandinhos da vida.

Que 2005 volte um dia.

OBS: Um agradecimento todo especial para o Kaká por ter dito que vai se aposentar. Graças a Deus não voltará para jogar apenas com o nome por aqui.

Devolvam ao Gigante o seu status de gigante.

Luis Gustavo, mais conhecido como LG, é são-paulino desde 1990 e frequentador da SPNet desde 2001

E-mail: [email protected]

 

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Comentários

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24 COMENTÁRIOS

  1. Mandou bem de novo Mito LG!

    O Mundial de Clubes é de rara oportunidade e o sentimento pra final é de matar ou morrer, fazer história ou apenas tornar-se parte dela.
    Que Raí consiga fazer esse elenco honrar a camisa do São Paulo como ele soube (e muito) honrar!

    Ps: Pode assumir, sua viagem é pra Fortaleza néh! kkkk

  2. Engraçado, eu me esforço mas não consigo lembrar qual o “vareio de bola” que o São Paulo tomou do Grêmio. No Morumbi, empate em 1 a 1.

    Em Porto Alegre, 1 a 0 pro time da casa com um gol mal anulado de Lucas Pratto.

    Acho engraçado como todos transformam num caos determinadas coisas; o Grêmio fez uma partida abaixo do que vinha fazendo contra o Real Madrid, sentiu a pressão da decisão… apenas isso… só tocou bola e chegou no gol dos caras uma vez…

    Ao meu ver tinha também dois importantes ‘desfalques’.. o Arthur e o Douglas (que poderia dar mais qualidade de jogo), também perdeu um atleta muito interessante que foi o Pedro Rocha. Ou seja, o Grêmio do meio do ano era melhor do que esse que chegou na final…

    Faltou acreditar mais em si e sair de trás…e, obviamente, o futebol brasileiro pode render bem mais do que isso.

    • Outra coisa, era um único jogo, não tem outro, então sim é o caos, sabe-se lá quando terão outra chance.

      Quando não se tem técnica para vencer usa-se o que tem, seja força, catimba ou qualquer outra forma, agora falta de confiança é o mesmo que tremer na base

      Time que depende de um ou dois jogadores sempre corre o risco de perder o jogo, isso é histórico.

      Mas como o futebol brasileiro é nivelado por baixo, é normal depender de um único atleta, até porque ter dois é caro

  3. Só lembrando que há refugos e refugos. O time de 2005 do São Paulo tinha um punhado de jogadores considerados refugos na época, começando pelo ataque com Luisão e Amoroso, considerados “refugos de fim de carreira”, quase “ex-jogadores”, passando pelo meio campo com jogadores até então inexpressivos como Josué e Mineiro ou promessas que pareciam nunca vingar como Danilo. Nas laterais um “refugo” do Palmeiras chamado Júnior é um jovem desconhecido até então chamado Cicinho. Até o nosso xerifão Lugano era visto como o “jogador do presidente”, contratado por DVD. Enfim, a grande questão está em como compor um elenco, tentando aproveitar o máximo de cada jogador, nas funções em cada um rende mais. Cuca e Leão montaram essa base vencedora fazendo justamente isso e tivemos 4 anos espetaculares. O Renato soube fazer a mesma coisa com o Grêmio, amparado em uma espinha dorsal talentosa com Geromel, Arthur (esse fez falta pros caras no mundial) e Luan. Enfim, o São Paulo precisa com urgência (re)encontrar essa filosofia de jogo, com Raí tendo autonomia para gerir o futebol e Dorival tranquilidade para trabalhar a equipe. Se o sr. Leco pelo menos não atrapalhar, já estará fazendo mais que JuJu e Aidar…

    • Concordo em alguns pontos.

      Mas Jr, Amoroso e Luizão, eram jogadores de seleção. Mesmo não estando no auge, o Jr e o Luizão foram campeões do mundo em 2002. Amoroso veio como grande reforço.

      Cicinho já estava jogando muito no Atlético Mineiro e veio por cima.

      Os refugos do Grêmio saíram pela porta do fundo, Cortês por exemplo ficou sendo emprestado de um lado para o outro.

      Quanto a espinha Dorsal eu concordo. Tínhamos isso, por esse motivo ganhamos três Brasileiros em sequência, mas depois o Sr. JJ achou que o nome São Paulo era o suficiente, e o resultado é esse que estamos vivendo até hoje

      • Por isso eu disse que há “refugos e refugos”. Na época, havia muitas dúvidas com as contratações feitas. Cicinho era promissor, nada mais que isso, assim como Cortês um dia já foi “promissor” quando veio de uma grande temporada pelo Botafogo. Danilo, Josué e Fabão também vinham do Goiás como promissores, mas com muitas incógnitas sobre seu desempenho em um clube grande. O Mineiro também, vindo do São Caetano. Assim como o “Zagueiro do presidente” era motivo de piada entre a mídia esportiva e boa parte dos torcedores tricolores. Luisão tinha sim esse rótulo de “ex-jogador” e o Amoroso vinha de três temporadas sofríveis, duas no Borussia e uma no Málaga. O Júnior depois da Copa entrou em declínio no Parma, tanto é que foi emprestado para o Siena, onde continuou tendo desempenho abaixo da média. Veio para o São Paulo também nessa condição de incógnita. Enfim, a grande questão é que o Marcelo Portugal Gouveia (nosso último grande dirigente) trouxe esses jogadores, que oscilaram bastante em 2004 com o Cuca (menos Amoroso e Luisão que vieram em 2005), tiveram a consagração em 2005 com os ajustes que o Leão fez no time e a sabedoria do Autuori em não mexer em time que está ganhando. E tudo isso graças também a uma Diretoria que manteve a base, fez ajustes pontuais (mandaram embora Gustavo Nery, Luis Fabiano e outra figuras que não acrescentavam muito em termos técnicos e coletivos…) e deu tranquilidade para os treinadores trabalharem. E mais, mantiveram um mínimo padrão de jogo e comissões técnicas com filosofias de futebol parecidas. Eis a fórmula tão simples para o sucesso, juntando com o fato de que na época não se ouvia falar em atraso de salários, problemas sérios de caixa e por aí vai…

  4. Robson Barreto.

    Minhas críticas ao estagiário começam em 2006 quando entregou o ouro para o Inter.

    Lembrando que mesmo seu maior ídolo defendendo tudo, foi necessário o Mineiro fazer um gol também.

    Outra coisa, o Liverpool era sim o melhor da Europa naquele ano. Estava várias partidas sem tomar gol.

    RAÍ É O MAIOR DE TODOS, GOSTE VC OU NÃO