Como Hudson pode ajudar o São Paulo a curar mal do início de 2018

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UOL

Bruno Grossi

  • Érico Leonan/saopaulofc.net

    Hudson soma 124 partidas e três gols com a camisa do São PauloHudson soma 124 partidas e três gols com a camisa do São Paulo

Hudson iniciará uma partida com o São Paulo pela primeira vez desde 13 de outubro de 2016. Ele foi o escolhido para substituir o suspenso Petros contra o CSA, às 21h30 de quinta-feira, pela segunda fase da Copa do Brasil, em Maceió. E a entrada do volante no time titular pode ajudar o técnico Dorival Júnior a solucionar um dos principais obstáculos do Tricolor neste início de temporada.

Em sete partidas, a equipe marcou somente sete gols. Em jogos como contra Mirassol, pelo Campeonato Paulista, e Madureira, pela Copa do Brasil, o problema esteve mais na falta de capricho para finalizar do que na falta de criatividade. Mas o que se viu nas demais partidas foi um time pouco inspirado e sem ousadia, mesmo com cobranças insistentes de Dorival nos treinamentos por mais arrojo dos atletas.

Com Hudson no lugar de Petros, por mais que seja inicialmente por necessidade, a ideia é dar mais profundidade ao meio de campo. Enquanto Petros gosta mais de carregar a bola e distribuir passes, Hudson tem mais força de arranque, mais presença de área. Essa diferença pode ser exemplificada pelos números da dupla no Campeonato Brasileiro do ano passado.

Pelos números do site “Footstats”, Petros teve aproveitamento de passes de 94,5% e registrou duas assistências para gols e mais 17 para finalizações. Hudson acertou 93,2% dos passes, não deu nenhuma assistência para gol e só nove para finalizações. Por outro lado, o volante que estava cedido ao Cruzeiro concluiu 17 vezes a gol em 17 rodadas, contra apenas oito tentativas do concorrente, que atuou em 27 partidas na Série A.

No Brasileirão, o placar de gols ficou empatado em 1 a 1, mas Hudson somou mais dois tentos na Copa do Brasil, torneio que conquistou com a Raposa. A boa capacidade no jogo aéreo também é uma vantagem para o camisa 25, que mostrou na Copa Libertadores da América de 2016 que rendia mais atuando adiantado, entrando mais na área. Algo que deve ser reeditado agora com Dorival.

“O Dorival dá a liberdade, isso gera uma confiança a mais para o jogador. Dá uma liberdade para você tomar iniciativa, tentar uma jogada, definir o lance. Deixa a gente mais confortável para fazer o que a gente sabe de melhor. É uma situação um pouco mais avançada para mim, entendi o que ele passou e não tem muito segredo”, contou Hudson.

A posição disputada por Petros e Hudson é considerada chave no esquema usado por Dorival. No trio de meio-campistas, Jucilei fica mais preso na marcação e na distribuição de jogo na defesa. Nenê fica mais próximo da área rival, trocando de posição com Cueva e Marcos Guilherme. Então, o segundo homem do meio é o maior responsável pela transição ofensiva.

Petros apresentou uma queda no aproveitamento dos passes em relação a 2017: saiu de 94,5% e média de pouco mais de três erros por confronto para 87,4% de aproveitamento, com média de seis erros por partida. Como Hudson também não tem uma característica de passes mais verticais, a ideia agora é que Nenê e Cueva se revezem para organizar as jogadas mais de trás, com o volante se projetando sem a bola e como surpresa na área adversária.

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