Novo treinador terá a missão de tirar o time da zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro e impor uma identidade que a equipe perdeu com Ceni, na avaliação da diretoria
No argumento dos dirigentes, o São Paulo do ídolo já não tinha mais qualquer identidade, seja ofensiva ou defensiva. Detectou-se, na análise dos cartolas, uma quebra do estilo agressivo que iniciou a temporada com críticas à fragilidade defensiva, mas ousadia e resultados aceitáveis.
Em seguida, Leco participou de reunião do Conselho de Administração, onde a decisão foi discutida. Enquanto isso, Pinotti conversou com membros do departamento de futebol. Procurou tranquilizá-los assegurando que não haverá mais mudanças drásticas.
O auxiliar Pintado foi avisado de que poderá comandar o time no clássico de domingo contra o Santos. Com as saídas do assistente inglês Michael Beale e d francês Charles Hembert, caberá ao ex-volante dar os treinos no CT até a chegada do novo técnico.
Já Ceni encerra sua passagem com 37 partidas: 14 vitórias, 13 empates e dez derrotas. O aproveitamento ficou acima de 47%, o que lhe assegura, por contrato, o recebimento de R$ 5 milhões pela rescisão. O assunto ainda não foi discutido.
Antes da demissão, decretada após a derrota de 2 a 0 para o Flamengo, Leco dizia que outro técnico que não fosse Ceni já teria deixado o cargo com os resultados do ídolo. Referia-se, principalmente, às três eliminações no primeiro semestre, para Cruzeiro, na Copa do Brasil, Corinthians, no Paulista, e Defensa y Justicia (ARG), na Copa Sul-Americana.