Febre Tricolor – o amor faz a diferença?

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Volante Renan defende as cores da Portuguesa de Desportos
Volante Renan defende as cores da Portuguesa de Desportos

No dia em que o São Paulo superou o Trujillanos por 6 a 0, lá estava um ilustre torcedor, entre tantos no Morumbi. O volante Renan vibrava a cada gol tricolor, mesmo com vínculo contratual em andamento pela Portuguesa de Desportos. A atitude é condenável?

Ora, se o jogador defende com profissionalismo, dedicação, concentração e mentalidade vencedora uma equipe, dados mais variados exemplos que temos, não há nenhum problema em manifestar aquilo que sente.

Tivesse o São Paulo o mesmo pudor da Portuguesa de Desportos, o atacante Calleri não estaria mais entre nós. Já manifestou algumas vezes, principalmente à imprensa argentina, o seu amor pelo Boca Juniors. Chegou a dizer essa semana que iria “pedir a Deus” pra, caso o São Paulo avançasse, não enfrentasse o time argentino nas oitavas. Mesmo tendo sido revelado pelo All Boys, é notória a ligação de Jony com o Boca.

O seu amor pelo Boca Juniors, tem afetado o desempenho de Jony Calleri? Definitivamente, não. No São Paulo, seus números são ainda mais expressivos. Chega a absurda média de 1,16 gols na Libertadores – 7 gols marcados em seis jogos. Por enquanto e, obviamente, porque o espectro de incidência é pouco, tem a maior média da história do São Paulo na competição internacional.

Oxalá e, não há dúvidas que estamos muito próximos de conseguir classificar, os números de Calleri sejam ainda melhores e que possa redundar a um status de ídolo.

Polêmicas internacionais

Essa semana um vídeo publicado pelo lateral-direito Daniel Alves causou frisson na Espanha. Após a eliminação do Barcelona na Champions League fez uma publicação humorada em relação à sua esposa, entre as frases ditas de que “era só um jogo”. É cogitada até punição ao atleta.

Afirmo com todas as letras que o Barcelona não respeita a história de Daniel Alves por lá. Apesar de ser o terceiro atleta mais importante do clube nessa Era (atrás de Messi e Xavi) e campeão de tudo, é tratado de modo desigual aos demais ídolos do clube. Em campo é um jogador que faz a diferença e um dos principais responsáveis pelos canecos do Barça.

Recentemente, o polêmico meia-atacante Antonio Cassano, que passou por quase todos os grandes italianos, admitiu o seu amor pela Inter de Milão. Mesmo quando esteve no Milan, Sampdoria, entre outros, nunca escondeu sua “devoção” pelo clube. Apesar de ser considerado uma eterna promessa, foi sim durante toda carreira, pelo menos, um grande jogador.

Campeões em qualquer lugar:

0b2b88133decb9534a52308ca5f742a0Marcos Evangelista de Moraes, o Cafú, deixou o São Paulo após ter conquistado o mundo por duas vezes. Havia em seu contrato cláusula de que não poderia retornar a outro clube brasileiro, mas por meio de uma estratégia foi emprestado ao futebol uruguaio e passou a defender as cores do Palmeiras. Ficou no alviverde de 95-97, participando do elenco conhecido como “Máquina Verde”, e sendo campeão paulista de 96. Não deixou de ser respeitado como ídolo do São Paulo.

 

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Jenílson Ângelo de Souza, o Júnior, jogou no Palmeiras de 96-00, quando conquistou Mercosul, Libertadores, Paulista, Copa do Brasil e Torneio Rio-São Paulo. Veio para o Tricolor em 2005 e foi campeão brasileiro em 2006, 2007, 2008, campeão da Libertadores em 2005 e campeão do mundo em 2005. O seu passado “negro” também não tira a sua idolatria.

 

Independente do clube que torcem, jogadores com mentalidade vencedora não deixarão de triunfar.

Quando o amor faz diferença?

O amor faz diferença em Diego Lugano.

O elenco pode parecer apático, mercenário, etc. Pode não ser, na verdade. Com a presença de Lugano no vestiário, você tem certeza que não é. É o exemplo da mulher de César: não basta ser honesta, tem que parecer honesta!

Por mais que o diretor Pintado seja importante, pra trazer aos jogadores o que é o São Paulo, quando um ídolo está entre eles, faz toda a diferença. Não procedem críticas à contratação de Lugano por avançada idade. Isso é um mero detalhe para o momento.

Do próprio volante Renan ouvi, que Lugano partiu pra porrada com um atacante da seleção brasileira, dentro do vestiário do São Paulo, em 2004. O atacante era só sorrisos após ser eliminado pelo Santos. Lugano teve que ser segurado por Grafite e Fabão.

A DECISÃO DE QUINTA:

Quem acompanhou minhas colunas anteriores sabe que priorizei o fato de Edgardo Bauza estabelecer padrão tático à equipe. Mas agora nossas chances são reais e digo: Não podemos perder para esses caras!

Contato:

@RealVelame ou [email protected]

Alexandre Velame é Jornalista e Advogado, são-paulino há quase três décadas e usuário da SPNet desde 1997. Escreve nesse espaço aos domingos.

ATENÇÃO: O conteúdo dessa coluna é de total responsabilidade de seu autor, sendo que as opiniões expressadas não representam necessariamente a posição dos proprietários da SPNet ou de sua equipe de colaboradores.

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