Sextas Tricolores – Entre Os 4 Melhores

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O São Paulo, de uns anos para cá, se tornou um fenômeno engraçado. Desde 2008, quando nossa soberania foi encerrada nós vivemos um tempo difícil de títulos, mata-matas, clássicos e jogos importantes.

Não foram raros os jogos em que perdemos por pura incompetência da nossa diretoria, pelo corpo mole dos atletas que estavam com a nossa camisa e, até mesmo, pelo baixo nível técnico dos jogadores que nos representavam. Mas nesse meio tempo, algo mudou.

Podemos chamar de sorte, acaso, fortuna ou a mão do destino, mas alguma coisa aconteceu quando o Ataíde desferiu um soco no Aidar e, com isso, encerrou sua temível trajetória à frente do Tricolor. O Leco assumiu, prometeu um pouco mais de profissionalismo e a vida do SPFC continuou. Parece que a situação conspirou para que o nosso futebol desse sinais de vida e começasse a respirar.

Tudo começou com a chegada do o Patón, com um bom currículo e boas referências, trouxeram o Calleri (que chegou rodeado de críticas por ser um empréstimo curto), Maicon (que havia falhado vergonhosamente no Porto) e vários outros jogadores que, se não são brilhantes, eram boas peças para compor o elenco.

E mesmo assim começamos mal. Sem ganhar clássicos, sem ganhar fora de casa e a torcida começando a reclamar do técnico e do plantel. Seria mais um ano sem emoção, sem glórias e de chicanas dos adversários? Não. Por incrível que pareça, contra tudo e contra todos, não.

O time começou a se reinventar contra o River. Ali demonstramos que poderíamos mais e que dava para chegar. E fomos buscar nossa classificação na raça. Espancamos o Trujillanos, vencemos o River em casa e acabamos com o salto alto do Strongest. Passamos, assim para as oitavas ainda meio desconfiados do time.

Mas veio o Toluca e acabamos com a empolgação mexicana em plena altitude após fazer uma GRANDE partida no Morumbi. Foi então que veio o Atlético-MG e a mídia adorou. Já nos davam como mortos, desde antes da bola rolar. O time absorveu as críticas e jogou com raiva.

Aquela raiva que a torcida sente ao ver Neto, Flávio Prado, Morsa, Casagrande, Sormani, Mário Sergio e toda a gama de PÉSSIMOS comentaristas que temos nas TVs hoje falando  do Tricampeão do Mundo. Chegou ao absurdo do Sr. Prado falar que o Morumbi é desconfortável e que, por isso, não temos o direito de reclamar das acomodações dos outros estádios.

Enfim, os jogadores absorveram tudo isso. E mostraram, NO CAMPO, como se faz. Fomos para cima do Atlético, arrancamos a classificação à fórceps e agora estamos entre os 4 melhores da América. Já começam a dizer que não passaremos do time colombiano. Que bom! Não passaríamos da fase de grupo, nem das oitavas, das quartas….e agora não passaremos das semis? Vamos descobrir!

Aos comentaristas, mantenho o que disse semanas atrás: RESPEITEM O SÃO PAULO! RESPEITEM!!

Encerro essa coluna pedindo à diretoria que, POR FAVOR, não percam o Maicon. A simbiose desse jogador com a nossa torcida é uma coisa impressionante. #FICAMAICON

Por hoje foi isso.

Saudações Tricolores!

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Abrahão de Oliveira é jornalista, formado pela Universidade Metodista de São Paulo, dono da @spinfoco, são-paulino e tem o sonho de cobrir um mundial de clubes com o clube do coração. 

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1 COMENTÁRIO

  1. Abrahão esqueceu de citar o Cléber Machado que torce desbragadamente por qualquer adversário do SPFC. No jogo quarta ele demonstrou sua imensa alegrai quando o Atlético fez 2×0, foi ridículo.
    Concordo contigo a diretoria tem que mover mundos e fundos para manter o Maicon