Além das 4 linhas – Círculo Virtuoso

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Na vitória sobre o Palmeiras, Michel, Hudson, Calleri, Caramelo, Wilder, Lyanco, Carlinhos, Breno, Rodrigo Caio e Mena não puderam jogar por diversos motivos. Além deles, Ytalo, João e Rogério entraram no segundo tempo. São 13 jogadores, fora os 11 que entraram em campo. Com os limões que tinha Patón está fazendo a limonada.

Estamos testemunhando o que um bom trabalho dentro e fora de campo pode fazer. Este SPFC 2016 com poucas alterações dentro e mais fora de campo segue crescendo. Patón deu um padrão de jogo ao time e aos poucos foi recuperando alguns jogadores. O ambiente foi melhorando e isso está transformando-se num círculo virtuoso. Mérito de todos.

O clássico de domingo mostrou um Lugano melhorando, o que é muito importante para a sequencia do ano. Mas como o SPFC é grande e Patón quer o clube no seu lugar de direito, o treinador pede reforços para o elenco. Estamos assistindo ao filme do renascimento tricolor.

Todos nós são paulinos precisamos continuar humildes, o clube ainda não levantou taça alguma, mas anima muito ver o que estamos vendo. Basta notar que o SPFC vai disputar sua décima semifinal de libertadores, o clube que mais vezes chegou a esta altura do campeonato mais importante. Basta dizer que o time sem cor chegou apenas três vezes até aqui para ilustrar a grandeza do que o clube vive hoje e a diferença para alguns dos nossos adversários brasileiros.

Na segunda feira 30.05 Dios Lugano concedeu entrevista coletiva no CT e conseguiu resumir em palavras o que eu como torcedor não sabia como escrever: “O time está bem, os jogadores estão com vontade de deixar seus nomes na história e ainda estamos longe do melhor futebol que este grupo pode jogar”.  Eu já havia feito um texto dizendo que acreditava em crescimento do time por ser início de trabalho e também por saber que algumas peças podiam render mais. Agora o Lugano confirma meu pensamento.

Por tudo isso e outras coisas mais, que vejo nosso clube recuperando seus melhores dias e iniciando um circulo virtuoso. Isso tem ficado claro para mim em pequenas e grandes coisas.

Por fim quero fazer um apelo a todos: Neste momento não adianta criticarmos o Denis. O clube todo gosta do trabalho dele. O melhor é confiarmos no trabalho e na cabeça dele, que com muita raça tem enfrentado as críticas e feito boas partidas. Ele não será trocado tão já, ou seja, vamos de Denis nas finais da liberta. Vamos apoiar e acreditar. Passar energia positiva. Se até o final deste ano ele não se firmar, o papo é outro.

Salve o tricolor paulista, o clube da fé.

Carlito Sampaio Góes

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Carlito é advogado, trabalha como representante comercial, frequenta o Morumbi desde 1977 e prefere o time que vence ao time que joga bonito. Escreve nesse espaço todas as quintas-feiras.

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