Sextas Tricolores – Ah, São Paulo

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Mesmo com muito trabalho e coisas para fazer, ontem consegui sentar ao lado de alguns amigos e assistir ao jogo do nosso Tricolor contra o Sport.  E foi uma enorme decepção. Faltam 12 dias para o jogo mais importante do ano e não vi absolutamente nada daquele time que nos encantou antes da parada para a Copa América.

Vi a nossa defesa um pouco exposta em alguns momentos, vide o perigo que o Diego Souza levou à nossa defesa, um meio campo pragmático e sem criatividade (Schmidt e Ganso estavam muito marcados) e um ataque que sem o Calleri parece que não funciona. Tudo isso é muito preocupante. E por vários motivos.

A permanência do Maicon é cada vez mais incerta enquanto que, o Calleri, infelizmente, pelas informações que circularam na imprensa ontem, deve aceitar uma proposta da Fiorentina ou do Tottenham e, acabada a Libertadores, desembarca no Velho Continente. Uma notícia triste, apesar de prevista, mas que liga o sinal de alerta para a diretoria. Quem assume o comando de ataque quando o gringo se for?

Eu, apesar de acreditar no Kardec, acho que temos que ter um reserva. E se a aposta der errado? O Ytalo não me pareceu muito efetivo jogando de 9, talvez pelas pontas ele renda mais. Precisamos URGENTE de outro atacante.

Um menino da base não vai suportar a pressão de ser o 9 por todo o campeonato, ainda mais se cairmos na Libertadores e precisarmos disputar uma das vagas pelo Brasileirão. Mais do que isso, e se formos os campeões da Libertadores e formos jogar o mundial? Quem vai assumir o comando de ataque?

ACORDA, DIRETORIA!

Entendo que a preocupação é com a Libertadores, mas esse Brasileirão está sem adversários, sem concorrentes. O Palmeiras, bem organizado, está nadando de braçada em busca do caneco e, se levarmos em conta que já vamos para a 11ª rodada do campeonato, a coisa está bem favorável para eles. Dá para buscar os dois títulos. Só falta um pouco mais de atrevimento, chutar mais no gol e parar de vacilar em casa.

Maicon, o Capitão

É inegável a categoria desse jogador. Calmo, tranquilo e, mesmo quando erra, tem um poder de recuperação impressionante. O São Paulo tem que fazer o que der e o que não der para ficar com esse atleta. É inaceitável o presidente dizer que ele fica e, dias depois, perdermos o jogador.

Ainda aposto na diretoria e quero acreditar que o Maicon ficará no Tricolor. Se quisermos o tetra, se quisermos mesmo, ele tem que ficar. Sem o capitão, as coisas serão muito, mas MUITO mais difíceis.

Reforços

Cadê os reforços que a diretoria prometeu? Ou vão me dizer que o Getterson era o grande nome para essa Libertadores? Ytalo? Serve para compor o elenco e só. Não é POSSÍVEL que a diretoria de futebol não tenha se preocupado em acelerar negociações para fortalecer o plantel em busca desse título. Que descaso!

Pagar o que se paga ao Gustavo para  esse trabalho é sacanagem. Estão para perder o Maicon, trouxeram um atleta DECLARADAMENTE corinthiano para jogar no SPFC e contrataram um gringo que não pode jogar a Libertadores. CADÊ O PLANEJAMENTO? Como confiar nos nossos mandatários com esse tipo de atitude? A credibilidade vai caindo dia após dia e fica a sensação de que existe algo de obscuro no São Paulo que impede o Tricolor de seguir sua vitoriosa história

Kelvin

Vamos torcer para o menino estar bem. Precisamos de sua velocidade, experiência e dribles para passar pelo Atlético Nacional. Se for mais uma baixa, entraremos consideravelmente mais fracos para esse duelo. Força, Kelvin!

Getterson

Ontem, voltando para a minha casa, estava ouvindo o programa Debate Bola, apresentado pelo jornalista José Kalil, na Rádio Transamérica. Admito que gosto do jornalista, sou fã do programa, me irrito às vezes com o corinthianismo da emissora, mas ontem ele passou dos limites.

Teceu duras críticas à diretoria do São Paulo por ter demitido o jogador alegando que, se fosse o Cristiano Ronaldo ou o Messi, os são-paulinos nem ligariam para as declarações. Acho que houve um erro por parte do competente jornalista. O problema não é o jogador, o problema é ofender uma instituição que é MUITO MAIOR do que ele.

Somos muito maiores que Messi, Cristiano Ronaldo, Rogério Ceni e afins. Um profissional, seja ele do Barcelona ou do J. Malucelli, não tem o DIREITO de falar um absurdo desses do São Paulo Futebol Clube. Aqui se EXIGE respeito com as cores que se representa. Se o Barcelona tem um código que precisa ser seguido, aqui também tem. E começamos PELO RESPEITO!

Quer jogar aqui sendo corinthiano, sem problemas, MAS RESPEITE essa agremiação. Respeite essa camisa que é a mais pesada do país, respeite o nosso passado e as pessoas que pagam seu salário. Isso vale para Getterson, Messi, Cristiano Ronaldo, Raí, Luis Fabiano, França, Leônidas da Silva e TODOS OS JOGADORES do mundo. Quer jogar aqui? RESPEITE a camisa e a instituição!

Saudações Tricolores!

Contato?

@Abroliveira ou [email protected]

Abrahão de Oliveira é jornalista, formado pela Universidade Metodista de São Paulo, dono da @spinfoco, são-paulino e tem o sonho de cobrir um mundial de clubes com o clube do coração. 

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2 COMENTÁRIOS

  1. Na minha opinião com tantos desfalques que tivemos até agora no Brasileirão, nossa posição não é ruim, verdade que perdemos pontos fáceis em casa, porém nosso elenco é limitado e com tantas baixas, fica difícil. Nosso meio campo não rende, porque não temos um volante marcador, Hudson esta fora faz tempo e o Michel Bastos ficou fora por algumas rodadas. Na lateral esquerda estamos com o terceiro jogador, um moleque, que sente a pressão e vai oscilar. No ataque tivemos o Kelvin fora o Calleri fora e tudo isto pesou.
    Concordo que a diretoria já errou no planejamento e agora estamos em uma posição muito ruim. Nosso melhor zagueiro vive esta novela sem fim, nosso melhor atacante parece que vai zarpar para Europa e até agora trouxemos o Ytalo. Vai ser dificil a semi final da Libertadores.
    Quanto ao jogador dispensado, achei exagero, o comentário foi infeliz, porém ocorreu em 2011 e hoje a situação é outra, mas considero dois pontos. Primeiro a diretoria deveria ter vasculhado a vida do sujeito antes de contratar, porém como não fez deveria usar isto internamente para fazer o garoto se dedicar mais e dar a vota por cima, com boas atuações ele seria perdoado pela torcida. Na minha opinião foi radicalismo.