Memória Tricolor #03 – Bellini, Nosso Eterno Capitão

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Se vivo estivesse, nesta semana ele completaria 87 anos, mas Deus o convocou há 3 anos talvez por  precisar de um Capitão para sua seleção, foram 3 Copas do Mundo, em duas Campeão, e em 1958 um gesto mudou a história das Copas…

Hoje vamos falar de um grande craque, um jogador de muita personalidade, garra e talento, não tive a oportunidade de vê lo jogar, porém cresci ouvindo histórias, assistindo entrevistas e comentários sobre Nosso Eterno Capitão…

Hideraldo Luís Bellini nasceu na cidade de Itapira, interior de São Paulo em 7 de junho de 1930, e foi no Itapirense que se formou jogador, entre 1949 foi para a Sanjoanense e chegou ao Vasco da Gama em 1952, clube em que conquistou seus maiores títulos além das Copas do Mundo de 1958 e 1962,  defendeu o Vasco até o final de 1961 quando se transferiu para o São Paulo Futebol Clube.

Bellini era um zagueiro de grande vigor e raça que se impunha perante os adversários, era quem mandava dentro da área, exigia e entregava a equipe seriedade, tinha muita personalidade e isso o rendeu o posto de Capitão da Seleção.

Na Copa do Mundo, após o Brasil ganhar da Suécia por 5 a 2, Bellini como Capitão foi receber a taça, e diferente das tradições ao receber a taça Jules Rimet a segura com as duas mãos e levanta sobre a cabeça e expõe a todos os presentes a glória conquistada, este gesto até então inédito passou a ser copiado por todos os campeões.

Pela Seleção conquistou diversos torneios e 2 Copas do Mundo, sendo que em 62 foi reserva de Mauro, e em 66 jogou 2 das 3 partidas que o Brasil disputou, nestes 2 jogos foi capitão.

Foi no Vasco da Gama que Bellini mais ganhou títulos entre os quais 3 Campeonatos Cariocas e diversos torneios, sua história no Vasco é de um grande vencedor.

Em 1952 o São Paulo deu início ao maior sonho Tricolor, o Estádio do Morumbi, e durante os anos em que Bellini atuou pelo clube os recursos eram escassos e todos destinados à grandiosa obra, o Estádio foi inaugurado em 1960, mas era um grande canteiro de obras que só terminariam em 1970, assim a diretoria não conseguia montar times com grandes nomes e o São Paulo enfrentou sua longa fila de 13 anos sem título, foi a era de Bellini.

Em 1962, Bellini chegou ao São Paulo onde jogou por 6 temporadas, no total foram 214 jogos, sendo 118 vitórias, 51 empates e 45 derrotas, foi no SPFC que Bellini marcou seu único gol como jogador profissional. Não ganhou nenhum título, mas gravou seu nome na história Tricolor.

Em 1963 Bellini participou daquele que seria o jogo que vale por um título, o jogo em que o Santos de Pelé e companhia fugiu de campo, e que em breve iremos falar nesta coluna.

Em 1968, Bellini se transfere ao Atlético Paranaense e em 20 de julho de 1969 encerra sua carreira, e retorna para São Paulo onde moraria até o fim de sua vida.

Nos últimos dezoito anos de sua vida, Bellini sofreu do Mal de Azheimer, e faleceu em 20 de março de 2014, seu corpo foi velado no salão nobre do São Paulo Futebol Clube e foi sepultado em sua cidade natal, Itapira (SP).

Uma curiosidade após sua morte, um estudo feito em seu cérebro e foi diagnosticado Encefalopatia Traumática Crônica conhecida popularmente como “Sindrome do Pugilista”.

Bellini mesmo sem ter sido campeão pelo São Paulo Futebol Clube é um dos grandes craques do Tricolor Mais Querido.
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Gustavo Flemming, 39 anos de amor ao SPFC, é empresário no segmento de pesquisa de mercado e consultoria em marketing

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