Terças Tricolores – A maldição do segundo tempo e o segundo semestre

Ainda não começarei a reclamar do trabalho do nosso treinador. Acho que seria injusto, afinal, ele assumiu o time em um mata mata contra os nossos rivais, teve que decidir a Copa do BR e mal conhecia o elenco. Apesar de ser meio clichê, é preciso dar tempo ao Aguirre para ajustar o time com suas ideias.

Mas uma coisa vem me incomodando bastante: a falta de atenção nos momentos decisivos dos jogos. Nós, torcedores do SPFC, sabemos melhor do que ninguém o quanto vale cada ponto disputado nesse formato de Campeonato Brasileiro. Não à toa fomos tricampeões da competição, feito até então inigualável por qualquer clube.

Não é aceitável dar os pontos que demos ao Fluminense e ao Atlético Mineiro. Nós, literalmente, perdemos 4 pontos. Não dá para tomar o gol do Flu no último lance do jogo e não é aceitável tomar uma virada do Atlético MG em casa. São esses detalhes que, lá na frente, decidem quem vai ser campeão, quem vai para a Libertadores e quem não vai fazer nada.

Reconheço o esforço do Aguirre em tentar arrumar a defesa para, depois, migrar ao ataque, mas tem algo de errado nisso aí. Não sei se os atletas precisam de preparo psicológico para enfrentar o fim do jogo, se é desatenção, se é uma coincidência terrível de azar ou algum outro fator. Não sei, mas não dá para aceitar. Estamos com a mesma pontuação do ano passado e isso é preocupante pela ambição do time na competição.

Não acho que brigaremos para cair, mas quero mais do que isso. Quero brigar lá em cima por algo digno e não por uma sul-americana.

O segundo semestre

É nítido que o time será outro para o segundo semestre. Digamos que as vendas esperadas, Cueva e Caio, sejam efetuadas. Na minha opinião, apesar de contestados, os dois têm qualidade e o elenco, como um todo, sentirá falta disso. Até aí, tudo bem, mas e se o Militão TAMBÉM sair?

Pensem que é a última chance de fazer dinheiro com o moleque e, sinceramente, se aparecesse uma proposta, eu venderia. Melhor ter alguma coisa do que não ter nada. A grande questão é: virão reforços? Quem?

Precisamos de um 9 URGENTE, afinal, o tal do Carneiro não tem previsão de estreia e o Trellez é uma negação. O menino Brenner precisa de mais experiência e, assim, não temos uma referência. Com a saída do Cueva também precisaremos de um meia, já que Lucas Fernandes e Shaylon não são confiáveis para revezar com o Nenê.

O time será outro e as opções serão mais escassas. É bom a diretoria começar a trabalhar de maneira bem mais certeira. Serão cobrados!

É isso!

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Abrahão de Oliveira é jornalista, formado pela Universidade Metodista de São Paulo, dono da @spinfoco e são-paulino desde que se conhece por gente.

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