Terças Tricolores – Uma questão de negócio

Não vou explanar minha opinião completa sobre o nosso camisa 10. De maneira simplória, ele foi importante, depois nos ignorou e quis se poupar por meses para a Copa do Mundo, onde teve atuações razoáveis, mas afinou na hora H.

Minha coluna de hoje será apenas uma questão de negócio. Obviamente a maior parte da torcida já perdeu a paciência com o jogador. Esse fato, aliado com a falta de vontade do peruano, minaram a relação dele com a instituição/torcida. A saída, portanto, é vende-lo. Se olharmos sua participação na Copa do Mundo, entretanto, veremos que o nosso ativo perdeu um valor absurdo. Se em fevereiro recusamos uma proposta de 12 milhões de euros (R$ 48 milhões à época), duvido muito que teremos outra situação parecida.

As atuações razoáveis e, principalmente o pênalti perdido, jogaram o valor lá para baixo. De maneira geral, esse é o preço que se paga por ser um omisso em seu clube. A seleção é uma extensão do que você faz no clube. O São Paulo não é um centro de preparação de jogadores para suas seleções, somos um time de futebol com alta exigência e que busca títulos. Como diria o Muricy, a bola puniu. Tomara que a diretoria faça milagres e o venda o quanto antes. O time anda muito comprometido e um cara assim só atrapalharia.

O assédio

É óbvio que, com toda a grana do mercado árabe, todos os brasileiros estão em risco. Os times virão com tudo para levar nossos destaques e, no nosso caso, querem o volante Petros (por enquanto). Eu, honestamente, não venderia. Só em caso do jogador pedir para sair. Tudo bem que não é um jogador titular, mas é importante para a rodagem do elenco e para a liderança de vestiário.

É visível que ele tem o respeito dos companheiros e, mais visível ainda, é sua postura com a nossa camisa. Nunca reclamou da reserva e, pelo que se observa, treina muito forte sempre. O time precisa de jogadores experientes e cascudos e, mesmo a proposta especulada sendo boa (R$ 25Mi), temos que pensar no ganho esportivo.

“Ah, mas sobe alguém da base…”, não adianta subir garotos da base, sem experiência, para decidir o campeonato brasileiro. O Brenner, no primeiro jogo contra o Paraná, saiu chorando e o Araruna, apesar de uma pequena melhora, é bem menos bola que o Petros.

Será que a diretoria tem algum bom volante em vista? Se a troca for, por exemplo, Petros por Jr. Urso, dá para aceitar. Mas a não ser que venha algum cara experiente, não vale a pena, pensando futebolisticamente, para o SPFC.

E A PERGUNTA DE UM MILHÃO DE DÓLARES: virá algum reforço de nome ou mais Rojas e Gomez?

É isso!

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Abrahão de Oliveira é jornalista, formado pela Universidade Metodista de São Paulo, dono da @spinfoco e são-paulino desde que se conhece por gente. 

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7 COMENTÁRIOS

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  2. Petros não faz a menor falta, não precisamos de um reserva líder de vestiário, precisamos de um titular líder de vestiário, o Petros fala mais do que joga.

    Em relação ao chinelinho do Peru, já escrevi o que penso a respeito dele.

    Acho que não virá mas nenhum Rojas ou Gomes, deve vir algum Paulo ou Ramalho