Febre Tricolor – Nem começou

2172

 

Jardine aposta alto em chance de ouro recebida

Como não poderia deixar de ser quando se fala em futebol brasileiro, com pouco mais de um mês no comando de um time as vozes pela degola do técnico André Jardine refletem maioria. Da torcida são paulina como um todo já poderia se esperar, pois são 10 anos sem erguer canecos que representem as tradições do clube. O que ainda assusta é ver profissionais da comunicação viciados no sistema nacional de destruição de treinadores. 

O erro de André Jardine até aqui é justamente prestar atenção ao sistema nacional de destruição de treinadores. Até o presente momento, não se jogou de cabeça nas boas ideias que desenvolveu nas categorias de base. Manteve na equipe algumas peças que não se encaixam coletivamente, privilegiando jogadores mais tarimbados para não arriscar, principalmente, a decisão da Libertadores que já lhe é imposta.

As escolhas do treinador são baseadas no que se lê e se escuta. A pressão não vem só das arquibancadas e da imprensa, mas também de conselheiros e outros mandatários. É hora de dar de ombros aos resultadistas, e começar impor o futebol alegre que o consagrou em outras categorias. Me parece que lhe será permitido mesmo com uma queda na Libertadores, pois o diretor de futebol Raí está disposto a fazer diferente; ignorando, inclusive, setores da imprensa que pedem um futebol brasileiro diferente, mas que na prática, se a coisa desanda, são os primeiros a pedir a cabeça de treinadores. 

Derrota em Campinas

Mesmo com oponente em crise, São Paulo não se impôs

Na derrota de ontem de 1 a 0 contra a Ponte Preta, pela primeira vez foi escalada uma equipe mais com a cara do treinador. Lançou jovens jogadores como Felipe Araruna e Antony. Este começa impor sua presença na equipe titular. O crescimento de Antony na temporada 2019 é valoroso, quando veste a camisa do time profissional não sente o peso e ontem mostrou isso ao iniciar a partida. Foi atrapalhado pela fraqueza coletiva da equipe, que ainda não se aproxima, não cria, não pressiona…

Outra resposta que o campo parece ter dado ontem é sobre o desperdício em escalar Hernanes como segundo homem do meio-campo. Jogando no setor ofensivo, o ídolo tricolor tem condições de se tornar mais letal. Apesar de atrapalhado por uma série de contusões, Liziero é quem vinha desempenhando importante papel na chegada a área como elemento surpresa e também na qualidade da distribuição inicial de jogadas.

O técnico começa a receber algumas dicas de como tornar o time mais leve, mais coletivo, mais criativo… não pode temer bagunçar o tabuleiro. Se for preciso abrir mão de peças como Éverton, Jucilei, Pablo para encaixar o time em determinado momento, não deve deixar se fazer. Não se trata de individualização, mas de encaixe entre peças. Ninguém duvida do potencial da maioria do elenco do São Paulo, o que precisa é fazer disso um time. E isso ainda não ocorreu, ainda que a base da equipe não tenha sido tão modificada.

Contato:

@RealVelame (on Twitter) ou [email protected] (Endereço Eletrônico)

Alexandre Velame é Jornalista e Advogado, são-paulino desde que acompanha futebol, em 1991, e usuário da SPNet desde 1997. Escreve nesse espaço aos domingos.

ATENÇÃO: O conteúdo dessa coluna é de total responsabilidade de seu autor, sendo que as opiniões expressadas não representam necessariamente a posição dos proprietários da SPNet ou de sua equipe de colaboradores.



10 COMENTÁRIOS

  1. Velame, somos resultadistas sim, não sei para que time você torce mas eu sou São Paulino e não aguento mais passar vergonha. Ser eliminado por um time médio da Argentina outa vez é ridículo, sofrer contra times pequenos no campeonato Paulista não dá mais amigo, quero resultado sim é pra ontem.
    André Jardine é fraco, não sabe passar para um grupo o que ele pensa sobre futebol, não sabe fazer os jogadores entrarem em campo e deixar ali a alma, mostrar amor e respeito pelo manto que vestem. Até agora não vi um acerto do Jardine ou mesmo um sinal do seu trabalho em nenhum jogo. Quarta feira era o jogo do semestre, ele deu de ombros, insistiu eu suas convicções que nunca deram certo (Hudson e Jucilei – Bruno Peres – Nenê na direita), não soube mudar o time e agora vem com o papo de pouco tempo, de que devemos puxar a corda para o mesmo lado, vsf. Eu quero vencer amigo, tirar sarro do adversário e não ser o comédia.
    Raí é ídolo mas e fraco como diretor, deixar o Nenê acabar com o bom trabalho do Aguirre em um mês de preparação da equipe para se manter líder do Brasileirão é exemplo de incapacidade.
    Quarta resta torcer, porque nunca vou torcer para perder, mas sinceramente não vejo Jardine com capacidade para ser técnico do meu Tricolor

  2. E para finaliza a minha revolta, tem o meu filho perdendo o interesse em ver o SPFC, pois como ele mesmo disse, ele já viu os outros serem campeões, menos o SPFC…
    O SPFC não esta na fase de laboratório. Tem que investir em qualidade e experiência, pois assim diminui o risco do erro.

    • Isso é triste mesmo. No Brasil está difícil encontrar “qualidade e experiência”. O mundo se reciclou com novos treinadores, e os bons que temos jovens como Rogério Ceni, Roger Machado, Fernando Diniz, etc. se não apresentam bons resultados são fritados… Estamos queimando agora um treinador que mostrou todo o seu talento na base do clube, o André Jardine. A imprensa não apoia nenhum desses jovens talentos se não apresentar resultado imediato.

  3. O maior culpado por tudo isto é o Leco.
    Este lixo, incompetente, que fica fazendo politicagem, como Aeroleco, etc, queimando pessoas.
    O pessoal devia pedir a destituição de merda urgente.
    Este abutre queimou o Rogério, Jardine e queimará quantos técnicos vierem e também está fritando o Raiguevara.
    Quanto ao elenco salva-se de três a quatro jogadores, o restante um monte de lixos, vermes, parasitas que não servem nem para espantar moscas.
    Fora Leco, Pixuleco, pior presidente da história do Clube.
    Fora bando de vermes, lixos.

  4. Alexandre eu já vi muitos times ruins do SPFC, mas tão sem “alma” como esse eu nunca vi. Vc diz que o Raí irá bancar o Jardini, porém, se cair fora na quarta-feira, tenha certeza o Raí não conseguirá segurar o técnico, será muito mais provável que o Raí caia junto.

    • Edu, totalmente apoiado em seu comentário.
      Eu nunca pensei que algum dia eu estivesse tão angustiado para ver o Raí rapidamente fora do spfc como estou hoje. E que leve consigo o seu estagiario incompetente do Jardine.

    • Esse negócio de time “sem alma” não concordo muito. Não temos hoje um time organizado, é isso que falta. Bater no adversário não vai fazer as coisas engrenarem… disposição os jogadores têm, mas quando não é organizado corre-se errado. O Húdson, por exemplo, jogou demais contra o Talleres, correu o que pode… mas o sistema coletivo não ajuda ainda.

      É que talvez você não tenha uma memória tão viva dos times que presenciou. Por exemplo, se você lembrar dos times montados pelos presidentes Bastos Neto e Paulo Amaral, em que a maior glória era adquirir amortecedor pro estádio… ou quando a torcida gritava “Sissi melhor que Valdir”, aí você recordaria o que é um time desqualificado.

      Naquela época nem poderia se chegar a sonhar com Pato ou ter Hernanes, nessas gestões seria impossível.

      • Esse é o maior jejum sem títulos que o SPFC está atravessando. O Raí errou em efetivar o Jardine após o término do brasileiro. Alguns jogadores (Nene, Peres, Jucilei, entre outros), não vestir mais a camisa do SPFC. A expulsão do Hudson foi coisa de juvenil, se fosse na várzea ele iria apanhar no vestiário. Ferrou de vez com o time.
        Jardine não consegue implementar jogadas ofensivas a zaga esta fraca…
        O SPFC TEM TANTO ERRO, QUE DARIAS PARA FAZER OUTRA COLUNA AQUI.
        E PARA FINAL