Além das 4 linhas – Aguardar o jogo

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Até agora foram três partidas disputadas em 2019 com mais críticas do que elogios ao time do SPFC de André Jardine. Natural que seja assim, o trabalho teve início agora. Os jogadores ainda estão assimilando o que quer o treinador. A preparação física ainda não é a ideal. Alguns
atletas ainda não puderam jogar neste ano. Mas o que me agrada é saber que o time de cima jogará ao estilo do sub 20 da copinha, com posse de bola e trocas de passes desde a defesa, sem rifar a bola. O tricolinha sub 20 joga bonito, mesmo sem os melhores.

Técnico vai para o quarto jogo da temporada à frente do Tricolor Paulista

O primeiro teste real do ano será contra o Santos no próximo domingo. O jogo mais aguardado o da Libertadores contra o Talleres. Mas ainda será cedo para conclusões. Mas será uma oportunidade real para as primeiras avaliações. Com elenco completo e em forma, o que ainda
levará um certo tempo, já que o Rojas ainda demora a voltar e a maioria ainda aprimora a forma física, o Jardine terá boas opções no banco, coisa que faltou a Aguirre em 2018. Eu fiquei feliz em ver o Nene ser o mais elogiado após a primeira partida pelo paulistinha. Eu torci muito pela permanência dele e do Diego Souza. Nene tem boa passagem pelo futebol Europeu em clube grande, isso não é pouco. Toda torcida de clube de futebol é muito passional e sempre algum jogador sai criticado quando o clube não sai vitorioso. Sempre foi assim. O Muricy é o único treinador tri brasileiro com o mesmo clube e foi embora do SPFC super criticado. Já por isso podemos entender.

O jogo no Morumbi pela libertadores será em 20 dias. Somando com os 20 que temos até aqui, serão 40 dias de trabalho para esta comissão técnica e elenco. O suficiente para sair do zero, mas longe do ideal. O bom é que a maioria de quem joga permanece do ano passado. Estou
muito curioso para ver onde e como jogará Hernanes neste time. Onde entrará o Nene? Se é que jogará de titular em todas. Mas pensar que os dois podem jogar juntos ou que temos a opção de substituir um pelo outro em caso de necessidade é um alívio, afinal de contas, em
2018 o time despencou com a saída de Nene e Everton. Até o Diego Souza pode jogar na meia em caso de necessidade. Isso é muito importante.

Falando nele, Diego foi perguntado se com este estilo de jogo de mais posse de bola os jogadores precisam ter melhor preparo físico. Ele respondeu que não, que o mais importante é técnica e raciocínio rápido para as trocas de passes, e tática, já que jogando no campo do
adversário, os espaços devem estar corretamente preenchidos, para o adversário não matar no contra ataque. Disse também que no ano passado o time jogava só no contra ataque e quando os adversários se fecharam para jogar contra o líder, o time não sabia o que fazer com
a bola. O treinador pagou a conta.

Hoje no Estadão tem um comentário rápido que chamou minha atenção: Se o SPFC passar pelo Talleres, não haverá uma única semana livre de trabalho até o fim do paulistinha. Isso é um absurdo total. É brincar de organizar uma atividade esportiva/econômica de forma muito amadora. Espero que o SPFC não dê a mínima para o paulistinha, que deveria ser disputado por 8 clubes. O campeonato deveria começar com os pequenos até os 4 melhores surgirem.
Deste ponto em diante, os 4 pequenos e os 4 grandes jogariam quartas de finais, semi finais e finais. Em 6 domingos resolveríamos isso de forma inteligente. As conseqüências do péssimo calendário do nosso futebol são mais que conhecidas.

Salve o tricolor paulista, o clube da fé.

Carlito Sampaio Góes é advogado, trabalha como representante comercial, frequenta o Morumbi desde 1977 e prefere o time que vence ao time que joga bonito. Escreve nesse espaço todas as quintas-feiras.

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