Além das 4 linhas – Contusões

306

É uma pena tanta contusão no elenco do tricolor, além da má fase de jogadores que poderiam ajudar muito, como Eder e Rigoni por exemplo. O meio de campo, setor importante, ficou sem peça de reposição após Colorado, Luan, Sara, Nikão e Alisson terem lesões. Sem Reinaldo a lateral fica sem chance de rodízio, o mesmo acontece com a zaga após a lesão de Arboleda. Acabei de citar 9 atletas, é muita gente com algum tipo de problema.

O maior problema acaba sendo um velho conhecido, o calendário. Ele que precisa ser alterado com inteligência. Eu confesso que não vejo todas as partidas do SPFC. Nos últimos anos, tempos de crise interminável no clube, venho escolhendo algum campeonato, quase sempre aqueles onde o tricolor possui alguma chance de conquista. Neste ano assinei a TV Conmebol e vi até aqui todas as partidas da Sula que nosso clube disputou. Pela copa do brasil e brasileiro vi algumas. É muito jogo e fica caro.

A comissão técnica e a diretoria conversam com jogadores para reforçar o elenco para o segundo semestre, entre eles o meio de campo argentino Galoppo. Pelo que falam é bom jogador. Li que o River Plate tentou a contratação, mas o atual clube do argentino disse que não o venderá no mercado interno. Também falam de zagueiro e atacante. Eu imagino que Rigoni sairá e se Eder receber proposta também irá respirar novos ares. São dois do ataque e o clube trouxe apenas um, o Marcos Guilherme, que nem sabemos como será, pois nos dois últimos clubes não agradou, Santos e Internacional.

Publicidade

Como o SPFC não tem dinheiro, tem dívidas, contratar jogador não é tarefa fácil, por isso o perfil de jogador desempregado é o procurado. Mas a chance de dar certo é menor. Tudo isso é risco calculado pelo clube, eles sabem que tudo pode não dar certo, mas não há outra maneira por enquanto. Falam de um investidor que poderá ser anunciado nesta semana. Talvez seja um passo rumo a coisa maior e melhor, como venho escrevendo nos últimos tempos. O clube deve procurar o caminho de se tornar uma empresa, isso é o futuro, não tem por onde correr.

Neste fim de semana estive com um primo de Curitiba que frequenta o Athletico. Perguntei se lá falam em transformar o clube deles em empresa, e a resposta foi que o assunto está adiantado. Quando um clube é transformado em empresa, uma série de mecanismos de melhora na administração são criados, inclusive para responsabilizar os administradores por erros que possam cometer. Com maior segurança na área de gestão, a tendência a um clube que revela muitos talentos como o SPFC, portanto gera dinheiro, é de aparecer investidores. Dinheiro chama dinheiro. Como nosso clube também tem torcida grande e o estádio ganhou uma estação de metrô trazendo mais público, a capacidade do SPFC de ganhar muito dinheiro é enorme, falta boa administração que só uma grande empresa tem, clube não tem boas administrações seguidas, o risco de um grupo político ruim ganhar é sempre grande, trazendo as más fases que vemos faz certo tempo. Este modelo de clube a quem quer ser vencedor não funciona.

Eu vejo nosso papel de torcedor de forma ampla hoje em dia, ou seja, não basta ir ao estádio, devemos cobrar boa administração, pois afinal de contas, quem sustenta o SPFC pagando ingresso, comprando camisa, assinando TV, assinando sócio torcedor e outras coisas? Nós somos “sócios” investidores e devemos cobrar boa participação de todos, de jogadores a presidente.

Salve o tricolor paulista, o clube da fé.

Carlito Sampaio Góes