Além das 4 linhas – Reforços

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O SPFC está olhando o mercado para algumas possíveis contratações para a zaga, primeiro volante, meia e atacante, já que há movimentação para saída de alguns também, como Sara e Rigoni por enquanto. Eu acredito que Eder sairá no fim do ano ou até mesmo agora se houver alguma proposta por ele. O contrato dele termina em dezembro e o salário é alto para um reserva que já não rende o esperado.  

Já nosso velho conhecido Miranda vem jogando bem e a renovação do seu contrato deve estar no radar tricolor, podem apostar, o cara é muito fera, joga com experiência e na boa. Rogério deve estar quebrando a cabeça com a contusão do Arboleda. Para volante de marcação o Gabriel está indo bem na função, apesar de ser mais segundo volante, assim como Colorado. Só Luan e Pablo Maia são de marcação. Nesta semana li uma matéria que dizia ser o tricolor o time mais faltoso do campeonato, além de levar muito cartão. Na hora veio à minha cabeça que no time atual, é muito comum RC escalar meias para a função de marcação e aí o cara acaba fazendo muita falta e levando cartão por não ser do ramo. Olho nisso.

A notícia que fala em consulta por Rigoni me animou, não gosto de jogador caro que não rende. O clube já não tem dinheiro e não pode gastar o pouco que tem em caras que ficam no banco. O Eder é mais um, como era o Volpi. Se o momento é de economia dos poucos recursos, que se use da melhor forma o que se tem, sem desperdício. Eu sou um torcedor que fica preocupado com o futuro do clube, não penso só em títulos e pronto, que se dane o cofre. Pensar assim é comprometer o futuro e isso é colocar em risco a história. Vejo clubes endividados que estão gastando os tubos. Vivem como se amanhã as contas não precisem ser pagas ou sabem que simplesmente não serão, por conta de algum acordo criminoso ou duvidoso. Eu não quero ver a história do SPFC manchada de forma alguma.

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O SPFC não é e nunca foi clube de viver de benefícios irregulares, de conquistar títulos de forma duvidosa e não pode passar a ser. O estádio do clube foi construído com muita luta e levou 18 anos para ficar pronto. O bairro do Morumbi nos anos 1950 era um lugar distante e parecia que jamais seria ocupado pela cidade como é hoje. As fotos da construção deste monumento que significa o trabalho de muitos mostram um descampado, procurem no Google e verão. O clube ganhou o apelido de clube da fé não por conta de religião, por ter o nome do Santo Paulo, mas por fé nos frutos do trabalho árduo, honesto e correto que transformaram esta organização numa potência do nosso futebol.

Se temos que passar por um período complicado causado por más gestões, que passemos dignamente e com cabeça erguida, carregando a humildade de reconhecer os erros e a vontade de corrigir cada passo dado na direção errada. Eu estou tranquilo e consciente das limitações, torcendo e cobrando boa gestão. Vejam este exemplo: Sara prefere ir para a segunda divisão na Inglaterra do que para a primeira de outro país. Isso tem um motivo bacana de pensar, já que a Inglaterra, berço do pensamento liberal, tem os clubes sendo transformados em empresas e com isso a liga tornou-se a principal do mundo.

É por este caminho de empresa que torço muito para o SPFC ir, já que quero realmente o melhor para o clube. Vejo muitos quererem continuar a mamar na estrutura, sem se importar com o crescimento e desenvolvimento do clube como instituição. O SPFC tem que voltar a ser a referência no setor de futebol no Brasil e será apenas quando for transformado numa empresa, podem anotar e me cobrar no futuro.

Salve o tricolor paulista, o clube da fé.

Carlito Sampaio Góes