Candidato a ídolo do SP, Centurión transforma dribles em gols de cabeça

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UOL

 Centurión chegou ao São Paulo no fim de janeiro como uma das maiores contratações para a temporada. Com ele, trouxe a fama de driblador dos tempos de Racing. O herói da partida contra o Cruzeiro, no entanto, tem se destacado também em outro fundamento: nas finalizações de cabeça dentro a área, jogada que tornou-se fundamental para o time são-paulino nos últimos jogos.

Foi dessa forma que o meia-atacante deu a vantagem ao São Paulo na luta por uma vaga nas quartas de final da Liberadores. O fato já havia ocorrido nos outros dois gols do argentino com a camisa tricolor: diante do Bragantino (5 a 0) e do Danubio (2 a 1). Contra os uruguaios, na vitória que deixou o São Paulo com possibilidades de garantir a classificação às oitavas, o gol de cabeça foi marcado também nos minutos finais.

Após a vitória sobre o Cruzeiro, o argentino falou sobre o lance do gol. E garantiu que não se preocupa em treinar cabeceio. Segundo ele, concluir de cabeça na área é “algo que flui, na intuição das jogadas”. Nesta quarta, antes de balançar a rede, Centurión também obrigou Fábio a fazer duas grandes defesas, aos seis minutos do primeiro tempo e aos 22 minutos do segundo.

No Racing, clube pelo qual conquistou o titulo argentino do ano passado, o meia-atacante marcou o gol de título depois de completar de cabeça um cruzamento da direita. O estilo mostrado no São Paulo é praticamente o mesmo: Centurión fecha pelo lado esquerdo e cabeceia para baixo, dificultando para os goleiros.

Drible?  

Quando Centurión foi contratado pelo São Paulo, Muricy Ramalho exaltou as qualidades do argentino. À época, o treinador disse que o meia-atacante tinha o drible como maior marca. “Hoje em dia não se dribla mais. Tem o perfil que nós queremos”, disse.

Depois da derrota para o San Lorenzo, na Argentina, Muricy fez críticas à individualidade do atleta, que já disputou 17 partidas com a camisa são-paulina. “Centurión tem o drible, mas ele abaixa a cabeça na hora do último passe. Ele ainda está se adaptando ao nosso futebol”, afirmou Muricy na ocasião.

Com a contusão de Alan Kardec, Centurión ganhou mais chances como titular — o fato ocorreu contra Botafogo-SP (última partida de Muricy) e Portuguesa. Diante do Danubio, no jogo marcado pelo retorno de Luis Fabiano à equipe, o argentino entrou em campo a 12 minutos do fim. Nesta quarta-feira, Centurión só ganhou a vaga na equipe titular após a confirmação de que Michel Bastos estava com dengue.

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