Rogério joga três vezes menos, mas é mais ‘letal’ do que Centurión e ganha a torcida

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ESPN.com.br

Patrick Mesquita

FERNANDO DANTAS/Gazeta Press

Centurión deixou o campo vaiado durante a derrota para o Strongest
Centurión deixou o campo vaiado durante a derrota para o Strongest 

Desde a temporada passada, as arquibancadas do Morumbi gritam pelo nome de Rogério nos momentos de aperto. O pedido ficou ainda mais forte durante a derrota para o The Strongest, por 1 a 0, na noite desta quarta-feira (17), pela Libertadores. Apesar de ser reserva com o técnico Edgardo Bauza, o atacante é mais ‘letal’ do que o titular Ricardo Centurión e, pelo menos nos números, já justifica a presença entre os 11 iniciais.

O argentino ainda não demonstrou um grande futebol com a camisa tricolor e deixou o gramado do Pacaembu vaiado. Desde que assumiu o elenco, o treinador tenta dar força ao compatriota para que ele recupere a confiança. O problema está na paciência da torcida, que parece estar no fim. A cada erro do meia, era possível ouvir os gritos pedindo a entrada do suplente, que entrou na etapa final.

Pelo menos nos números, a arquibancada são-paulina tem razão para preferir o suplente. Desde que chegou ao clube, Rogério jogou três vezes menos do que rival de posição, mas possui quase os mesmos números do que o argentino.

Até o momento, ambos estão com cinco gols marcados, mas a diferença está no tempo em ação de cada um. O atacante brasileiro esteve em campo por aproximadamente 13 horas durante os 19 jogos que disputou, quase sempre vindo do banco de reservas. Já Centurión contabiliza 39 horas nas 48 vezes que jogou. O levantamento não contabiliza a Copa do Brasil de 2015, já que Rogério estava impossibilitado de participar.

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A explicação para o número de tentos ser igual está no aproveitamento de cada um. Para marcar cinco gols com a camisa tricolor, Rogério precisou de 28 finalizações. Já o argentino necessitou de 62 chutes.

Centurión leva a melhor no número de assistências: 3 a 1. Mas, como o ataque do São Paulo vive um momento de pouca inspiração neste começo de ano, ignorar o estilo mais “matador” do brasileiro pode não ser boa ideia.

Logo após a partida, jogadores como Diego Lugano e Alan Kardec reclamaram do péssimo aproveitamento são-paulino durante a derrota para o The Strongest.

“Tivemos volume de jogo, bola parada. Não concretizamos e na Libertadores se paga caro”, disse na zona mista”, disse Lugano.

O São Paulo volta a trabalhar no CT da Barra Funda na tarde desta quinta-feira (17). Pode ser que Bauza finalmente aposte no “queridinho” da torcida tricolor para a partida contra o Rio Claro, que acontece no domingo.

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