Sextas Tricolores – Onde Vamos Parar?

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Em meio ao fenômeno olímpico que estamos vivendo nesse momento, o segundo turno do Campeonato Brasileiro vai começar. Estamos com 26 pontos, dez atrás do líder Palmeiras e precisamos descontar oito pontos do G4.

A busca pelo título, na opinião desse colunista, ficou complicada. E não só pelo futebol que estamos jogando, mas pela falta de decisão sobre quem será o técnico Tricolor, os problemas políticos (que parecem não acabar nunca) e pelo plantel pequeno. Ao contrário do líder, por exemplo, não temos peças de reposição para todas as posições. Enfim, acho que o Hepta vai esperar.

Por outro lado, a busca pela vaga no G4 é bastante possível. Temos Ponte Preta, Atlético Paranaense, Flamengo, Grêmio e Santos na nossa frente e acho, sinceramente, que só o Santos pode nos assustar na busca por esse objetivo. E isso, claro, só pode acontecer caso eles não percam os principais atletas, como Gabriel Barbosa e Lucas Lima. A missão não é tão complexa quanto parece.

Jogaremos contra Botafogo (em casa), Inter (fora de casa), Coxa (em casa) e Palmeiras (fora de casa). Desses 4 jogos acredito em, pelo menos, 9 pontos. Precisamos ganhar os três primeiros e tentar arrancar alguma coisa do Palmeiras embora, pela fase dos caras, ache difícil. Fazendo a trinca de vitórias, com certeza, estaremos lá em cima buscando alguma coisa melhor.

Ao mesmo tempo, vamos ao próximo tema que pode influenciar, E MUITO, no decorrer da temporada.

O Novo Técnico: Muito se noticia sobre uma proposta oficial feita ao comandante do Botafogo, Ricardo Gomes. O treinador, que já passou pelo São Paulo, ao que tudo indica, agrada bastante a diretoria do São Paulo.

Quando treinou o Tricolor, Gomes ficou no banco por 73 jogos obtendo 38 vitórias, 15 empates e 20 derrotas, o que dá um aproveitamento de 59%. No Vasco sua média subiu e ele ficou na casa dos 64,4%. Após o AVC, Gomes voltou ao Botafogo onde faz apenas uma campanha razoável com a equipe, lutando contra o rebaixamento.

Não sei se contrataria o RG agora. Nosso atual técnico interino, André Jardine, vem demonstrando muita lucidez nas escalações e, por ser um conhecedor da base, sabe como aproveitar os meninos.

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Eu daria mais uns dois jogos para o cara mostrar se tem potencial. Por outro lado será que, em um caso extremo, de derrota vexatória para o Palmeiras, ele teria as costas largas o suficiente para segurar o rojão? Ainda mais com a nossa torcida que adora pegar no pé? Complicado!

Começar uma temporada e ir colhendo os frutos é uma coisa, pegar o time no meio dela e não ter resultados satisfatórios é outra completamente diferente. Vou apoiar o técnico que for, mas daria uma chance a mais para o Jardine. Se a diretoria entender de outra maneira, só resta apoiar.

Rodrigo Caio: Acho que a diretoria está agindo bem e tem que arrancar TUDO que puder dos europeus. Que aceite uns 40 milhões mais porcentagem na venda futura que, com certeza, vai acontecer. Vou fazer uma previsão sem medo de errar: o Rodrigo Caio, um dia, vai ser vendido por um valor ABSURDO e, muito torcedor que o corneta, vai achar que a diretoria vendeu barato.

O menino tem raça, sabe sair jogando, é velocista e foi revelado pela NOSSA base. Lembrem-se que a “sensação” do futebol brasileiro, Gabriel Jesus, rendeu aos cofres do Palmeiras uns 70 – 80 milhões. O nosso zagueiro, cornetado por nós mesmos, pode render uns 40 – 50. Valorizem mais o que é nosso! E arranquem o que puder, diretoria!

Força, Tricolor!

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Abrahão de Oliveira é jornalista, formado pela Universidade Metodista de São Paulo, dono da @spinfoco, são-paulino e tem o sonho de cobrir um mundial de clubes com o clube do coração. 

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