Cueva justifica cansaço nos jogos, mas aprova rendimento no São Paulo

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GazetaEsportiva.net

Tiago Salazar

Não é de hoje que Christian Cueva tem enfrentando dificuldades físicas para servir ao São Paulo. O meia de 24 anos é titular absoluto da equipe e grande responsável pela armação das jogadas, porém, tem caído de rendimento principalmente no segundo tempo dos jogos. Em entrevista coletiva nesta quinta, no CT da Barra Funda, o peruano admitiu que tem sentido o cansaço, mas justificou sua performance.

“Sim. Não sou de falar do que acontece na minha carreira, no meu trabalho, mas há algum tempo não paro. Vim da Espanha para o Peru, do Peru para o México e do México para o Brasil, países nos quais os campeonatos são diferentes. Alguns acabam em épocas diferentes. Isso é o que aconteceu comigo. Mas é o meu trabalho e tenho de seguir”, disse Cueva, que antes de chegar ao São Paulo passou por San Martín-PER, César Vallejo-PER, Union Española-CHI, Rayo Vallecano-ESP, Alianza Lima-PER e Toluca-MEX.

Além de defender o São Paulo, Cueva é constantemente convocado pela seleção peruana (Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press)
Além de defender o São Paulo, Cueva é constantemente convocado pela seleção peruana (Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press)

“Não gosto muito de falar disso. Nós escolhemos a nossa carreira, fazemos o que gostamos e temos de seguir trabalhando. É o que Deus nos mandou para desenvolver. Posso dizer que sim, estou um pouco cansado, mas isso, acima de tudo, está na cabeça”, completou.

Mesmo assim, desde que passou a vestir a camisa 13 do Tricolor, Cueva é titular absoluto e grande esperança dos técnicos que o comandaram no clube para resolver o grande problema da equipe: a falta de gols. Questionado sobre essa ‘cuevadependência’, o jogador de 24 anos não fugiu da responsabilidade, mas fez questão de enaltecer a importância de seus companheiros.

“Nunca vou ter medo de pressão ou objetivo. As jogadas passa por mim, mas não vejo assim. O trabalho é grupal. Se Rodrigo Caio, Mena, Buffarini, ou quem jogar atrás, não recuperarem a bola para os meias e atacantes, não adianta. É um jogo coletivo, cada um tem de dar o melhor de si. Sinto que não fiz minha totalidade, que posso dar mais, assim como meus companheiros. Não fizemos o ano que esperávamos, mas o São Paulo é um clube grande e logo vamos brigar por título”, avaliou.

Em pouco mais de quatro meses no São Paulo, Cueva vai para seu 22º jogo neste sábado, quando a equipe do Morumbi recebe o Corinthians pela 34ª rodada do Campeonato Brasileiro. Foram duas assistências para gol, além de 49 passes para finalização e seis gols, sendo cinco de pênalti. Número que, na opinião do jogador, estão de bom tamanho.

“Tem de ter em conta que cheguei na metade do ano. Acho que está bom. Fiz alguns gols de pênalti, mas gol é tudo igual, sempre vou desfrutar quando marcar”, concluiu.