Nicola: Artilheiro do Brasil no Mundial sub-17 revela doação a atletas do Mali e planeja ser o 9 do São Paulo

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Jorge Nicola – Yahoo

O Brasil não conquistou o título do Mundial sub-17, mas a imagem mais bonita do torneio foi de um brasileiro: Brenner. O atacante são-paulino consolou o goleiro Koita, que chorava copiosamente depois da partida, pela falha em um dos gols que garantiram a vitória do Brasil por 2 a 0 sobre Mali, na disputa do terceiro lugar, neste sábado. Ao Blog, Brenner explicou por que decidiu abraçar o adversário, fez um balanço de sua participação e a da equipe comandada por Carlos Amadeu ao longo do Mundial, além de revelar como planeja em se transformar no camisa 9 titular do São Paulo a partir de 2018.

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BLOG: Por que decidiu abraçar o goleiro da seleção adversária no fim do jogo?
BRENNER: Vi que ele estava bem triste, que havia ficado mal. Então, sem nada pensado, fui até lá para dar um abraço nele… queria dar uma força, pois imaginei tudo o que estava passando na cabeça dele: a nação inteira dele assistindo ao jogo, esperando pelo resultado, e não deu nada certo.

E, depois do abraço no campo, vocês tiveram mais algum contato?
Cumprimentamos todos os jogadores do Mali no corredor do vestiário, depois do jogo. Não rolou troca de camisa, mas quase todos nós da seleção brasileira doamos chuteiras para eles.

Qual o balanço faz da terceira colocação do Brasil?
Valeu a pena como aprendizado e certamente vai deixar uma boa lição para o futuro. Infelizmente, não conseguimos o título, mas o trabalho foi bem feito, com uma dedicação enorme, tentando representar bem nosso país. Essa seleção foi de guerreiros, que lutaram juntos mesmo quando só havia sobrado o terceiro lugar.

Você terminou o Mundial como artilheiro da seleção, com três gols, ao lado de Lincoln e Paulinho. Como avalia a sua participação?
Eu não atingi o objetivo (que era ser campeão), mas ao menos consegui participar, ajudar a equipe. Estava aqui para agregar e consegui marcar meus gols (um contra Niger, na fase de grupos, e dois diante de Honduras, nas oitavas de final).

O que planeja para sua reta final de ano no São Paulo?
O plano é chegar no São Paulo e continuar ajudando o time a conseguir as vitórias. Quanto maior a sequência, melhor para terminar o Brasileirão com a campanha mais positiva possível. E eu vou tentar buscar meu espacinho ainda neste ano no time titular.

Acha que 2018 pode ser a sua temporada?
Estou planejando isso. Quero que seja um ano abençoado. Sonho em me desenvolver cada vez mais e tenho certeza de que já estarei mais adaptado ao futebol profissional e ao time. Espero ganhar mais oportunidades e vou trabalhar bastante para isso, para jogar.

O São Paulo venceu o Santos neste fim de semana e abriu cinco pontos em relação ao Z4. Pensa que o risco de queda não existe mais?
Temos que que continuar vencendo, fazendo os pontos, somando… A preocupação é em somar o mais depressa possível e fugir cada vez mais do risco. O São Paulo tem de brigar sempre pelo topo da tabela.

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