Ídolos do São Paulo fazem coro por permanência de Lugano

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ESPN.com

Diego Lugano ainda não definiu seu futuro dentro do futebol, entretanto, se depender dos ídolos do São Paulo, o zagueiro realmente encerrará sua carreira como jogador profissional para assumir um cargo diretivo no clube. Muller, Careca e Aloísio Chulapa, que participaram de um evento com torcedores no estádio do Morumbi, se mostraram a favor da possível nova função do uruguaio e creem que ele tem totais condições para colaborar na retomada do Tricolor, que carece de títulos.

“O Lugano é um jogador de referência, tem essa identidade com o São Paulo. Tem que ter um pouco de paciência, o Raí chegou, agora está chegando o Ricardo Rocha, que é outro parceiro nosso. Espero que o Lugano possa ficar e ajudar nessa reformulação do São Paulo”, disse Careca, campeão paulista, em 1985 e 1987, e brasileiro, em 1986, com a camisa do São Paulo.

Já o atacante Muller, companheiro de Careca no Tricolor e atualmente comentarista do programa Mesa Redonda, da TV Gazeta, crê que a presença de três ex-jogadores à frente do futebol do São Paulo pode ser uma boa, principalmente, para o técnico Dorival Jr e seus auxiliares.

“O time grande vive de títulos. Ter ex-jogadores no comando do futebol é sempre importante, o boleiro tem uma visão diferente do campo. Com Raí e Ricardo Rocha e, talvez, o Lugano, sem dúvida, quem ganha com isso é a comissão técnica”, disse Muller, que também foi bicampeão da Libertadores e Mundial com o São Paulo, entre outros títulos.

Fato é que um zagueiro nunca esteve com o moral tão alto com grandes atacantes como Lugano está atualmente. Outro goleador que marcou época no São Paulo, Aloísio Chulapa, na contramão dos outros dois ídolos do clube, revelou que preferia ver o uruguaio dentro das quatro linhas, com a camisa tricolor, ao menos por mais um ano.

“Meu palpite é que ele veja o que é melhor para ele e para a família dele. Eu queria que ele jogasse mais um ano. Com certeza, ele tem condição para isso aqui no nosso Tricolor, mas o que ele achar melhor para ele e para a família, temos que estar ao lado dele, como sempre estivemos”, concluiu o responsável pela assistência que resultou no gol de Mineiro, na final do Mundial de Clubes de 2005, contra o Liverpool.