São Paulo visita River Plate para conhecer operação de parceria com Adidas

O diretor executivo de marketing do São Paulo, Luiz Fiorese, visitou o River Plate para conhecer a operação de parceria dos argentinos com a Adidas, nova fornecedora de material esportivo do Tricolor a partir de julho.

O dirigente ficou um dia inteiro da semana que passou no clube argentino, cuja relação com a empresa alemã é de 35 anos. A parceria, conta Fiorese, é a segunda mais antiga na história da Adidas com clubes, atrás apenas do Bayern de Munique.

– Queríamos entender onde acertaram e erraram, qual o melhor formato de trabalho. Começamos essas conversas e imersão de marca entre clubes pelo River Plate. A Adidas gosta de aproximar seus clubes parceiros e elegemos o River por estar em uma realidade próxima da nossa e por ter uma parceria duradoura – disse o diretor tricolor.

Luiz Fiorese (primeiro à esq.) em evento com Raí e Ricardo Rocha (Foto: Reprodução)

Luiz Fiorese (primeiro à esq.) em evento com Raí e Ricardo Rocha (Foto: Reprodução)

Na visão de Fiorese, São Paulo e River Plate têm estádios, cores e número de torcida parecidos, o que os aproxima. O dirigente são-paulino foi recebido pelo CEO do clube argentino, Gustavo Silikovich, e esteve no estádio Monumental de Núñez.

Aproveitando a viagem do Tricolor para a Argentina, onde o time empatou com o Rosario Central pela Sul-Americana, Fiorese visitou os hermanos e depois se juntou à delegação tricolor.

– Mais do que uma ação específica, gostei muito de ver o formato estabelecido para o lançamento de camisa. Quando fazem uma camisa não “fazem por fazer”. Sempre tem uma história. Isso é algo significativo. Um dos principais pontos foi ver como fazem o processo de construção. Lançar uma coleção nova não é algo simples para um clube esportivo. Não somos uma empresa de moda. Precisa estar conectado com seu torcedor. Ver como fazem essa construção, com um bom tempo de antecedência, é muito significativo.

Segundo o diretor, inclusive, o São Paulo vai reativar a loja modelo instalada no Morumbi com a Adidas.

– É algo que vem de encontro ao que a nossa torcida e diretoria desejam. Certamente essa loja existirá. Fomos, inclusive, também ao River Plate para entender o formato que aplicam na loja dentro do Monumental. Agora é trazer a lição de casa e aplicar para a realidade do São Paulo.

No futuro, Fiorese pensa em visitar outros clubes parceiros da Adidas para conhecer outras realidades, como Bayern de Munique, Manchester United e Universidad de Chile. Não há, no entanto, um cronograma de visitas definido neste sentido.

Modelo de contrato

O São Paulo assinou com a Adidas um contrato válido de julho de 2018 a dezembro de 2023. Nos bastidores a previsão é de que o clube fature cerca de R$ 20 milhões, embora não haja um valor fixo previsto no acordo.

O Tricolor terá direito a 26% de royalties por produto logo de cara. Se as vendas chegarem a um determinado valor no ano, ativa-se um gatilho que eleva essa porcentagem para 30%. O clube terá direito a 50 mil peças de enxoval e receberá prêmios por metas (conquistas de títulos e outros objetivos). Não houve pagamento de comissão para terceiros.

Na visão de Fiorese, o novo modelo de fornecimento, sem um pagamento fixo aos clubes, pode virar uma tendência.

– Esse processo de parceria é uma realidade no cenário atual do mercado. Pode ser muito proveitoso porque tem de estar conectado e engajar sua torcida. Esse formato pode trazer uma nova conexão e não um distanciamento. Foi um modelo desenhado e significativo para nós. Temos uma história muito importante para construir.

Fiorese, por fim, explicou o motivo pelo qual acredita que mesmo sem um valor fixo o contrato de fornecimento é positivo para o São Paulo.

– Porque trabalhamos com histórico. Em momento nenhum, quando participamos da elaboração do contrato, fomos arrojados nos números. Trabalhamos de maneira conservadora para estarmos amarrados com a realidade. Obviamente percebemos o quanto essa notícia foi bem recebida pela nossa torcida. Sem dúvida temos uma expectativa grande em relação ao lançamento e à parceria. Mas sobre números sempre trabalhamos com a nossa realidade. O São Paulo vende camisas há alguns anos, o que nos dá um histórico e uma projeção muito boas.

FONTE: GLOBOESPORTE.COM

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