São Paulo: Shaylon não fez golaço por acaso. Treino e insistência explicam; veja

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Bruno Grossi

  • Rubens Chiri/saopaulofc.net

    Garoto acertou belo chute no ângulo para empatar o jogo contra o Bahia no domingoGaroto acertou belo chute no ângulo para empatar o jogo contra o Bahia no domingo

O golaço de Shaylon aos 48 minutos do segundo tempo empatou o jogo para o São Paulo contra o Bahia por 2 a 2, na quinta rodada do Campeonato Brasileiro, e deixou muita gente surpresa. Torcedores nas redes sociais, narradores nas transmissões… O espanto só não atingiu os jogadores e a comissão técnica do Tricolor, que celebraram o lance como um prêmio à insistência e aos treinos do jovem meia.

“Ah, o moleque é qualidade, né?”, falou o também meia Lucas Fernandes, na saída da Fonte Nova. Também no estádio em Salvador, Jucilei elogiou o “baita chute” do colega, que precisou superar a vergonha para comentar o lance: “Feliz por isso. A molecada se tornando cada vez mais forte no profissional e indo melhor nos jogos”.

Shaylon está sempre entre aqueles que apresentam melhor aproveitamento nas finalizações no CT da Barra Funda, seja em lances na grande área, seja em chutes de fora. Prova disso é que o armador vinha tentando surpreender os goleiros à longa distância desde o ano passado. O UOL Esporte levantou, como mostra vídeo abaixo, três tentativas de fora da área, além de uma cobrança de falta, de 2017 até o golaço marcado contra o Bahia no último domingo.

O tento anotado em Salvador foi o terceiro de Shaylon como profissional do São Paulo. No último ano, seu primeiro no time principal, marcou no Brasileirão contra Santos e Fluminense. Além disso deu uma assistência, no total de 26 jogos. Nos tempos de sub-20, a capacidade ofensiva era mais evidente. Foram 79 partidas e 36 gols feitos.

No início da temporada, ainda com Dorival Júnior, havia muita expectativa sobre uma afirmação rápida de Shaylon. Ele começaria os torneios como titular, enquanto jogadores mais consagrados entravam em forma, e vinha de boas atuações na reta final de 2017. Os treinamentos eram em alto nível, com destaque justamente para a capacidade de finalização.

Mas o que se viu quando os jogos começaram foi um garoto ainda tímido e que foi perdendo a confiança no decorrer do tempo. O rendimento no dia a dia também caiu e as participações nas partidas se tornaram mais raras. Nas seis primeiras atuações do São Paulo no ano, Shaylon foi titular em quatro e entrou em uma. Depois, só foi acionado em mais quatro ocasiões, sempre saindo do banco de reservas.

Antes de ser decisivo contra o Bahia, o meia não jogava desde 8 de março, quando entrou no segundo tempo da derrota por 2 a 0 para o Palmeiras, pela primeira fase do Campeonato Paulista. O clássico marcou a queda de Dorival Júnior do Tricolor e o “sumiço” de Shaylon até a euforia em Salvador.

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