São Paulo: Em boa fase no SP, Reinaldo encara clube que contribuiu em sua recuperação

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José Eduardo Martins
  • Rubens Chiri/saopaulofc.net

    Reinaldo, à direita, em comemoração de gol do São PauloReinaldo, à direita, em comemoração de gol do São Paulo

Pode parecer exagero, mas Reinaldo foi praticamente do inferno ao céu no São Paulo. Contratado em 2013, o lateral esquerdo era um dos principais alvos de críticas da torcida, que já começava a vaia logo ao ouvir o nome do ala na hora de a escalação ser divulgada. Agora, ele é chamado carinhosamente de Rei (Kingnaldo) e homenageado com aplausos. Mas parte dessa reviravolta tem relação com a Chapecoense – o adversário do Tricolor neste domingo, às 19h, no Morumbi.

“Vai ser um jogo especial para mim, sem dúvidas. A Chapecoense foi um time que abriu as portas para mim, onde eu cresci muito como pessoa e profissional. Então, rever os amigos vai ser bom. Mas isso fica só antes do jogo. Quando o juiz apitar farei o meu melhor pelo São Paulo, como venho fazendo. Estou muito feliz aqui, reencontrei meu bom futebol, e espero fazer mais um grande jogo e ajudar a equipe a conquistar mais uma vitória no Brasileirão”, disse Reinaldo.

Para abrandar as críticas da torcida, em 2016 Reinaldo foi emprestado para a Ponte Preta. Lá se destacou. Em 51 partidas, marcou quatro gols, sendo um contra o próprio São Paulo. Mesmo assim, ainda ficou longe do Morumbi e acertou com a Chapecoense, em 2017. Em Santa Catarina contou com o apoio do departamento de futebol para voltar a ter bom rendimento.

Desta maneira, ajudou também o clube a se reerguer depois do desastre aéreo de 2016 – quando 71 pessoas morreram na viagem para a disputa da final da Copa Sul-Americana, na Colômbia. Pela equipe catarinense, ele disputou 65 jogos, balançou as redes nove vezes – sendo novamente um contra o São Paulo – e despertou o interesse de outros times, como o Corinthians.

Após a passagem por Chapecó, ficou mais do que claro que Reinaldo estava pronto para voltar ao São Paulo. Mesmo com a desconfiança de parte da torcida que não tinha acompanhado a sua performance pela Chapecoense, o departamento de futebol tricolor apostou no retorno do jogador e renovou o seu contrato até 2020. O ala não decepcionou e logo se firmou como titular absoluto – no início do ano ele ainda disputou vaga com Edimar e Júnior Tavares, que foi negociado no mês passado com a Sampdoria.

Além de brilhar até mesmo improvisado como ponta no lugar de Everton no clássico com o Corinthians – quando marcou dois gols -, o lateral se destacou também fora de campo. Reinaldo passou a ser um dos líderes na resenha. A parceria com Nenê, Diego Souza e Everton rende boas risadas nas concentrações antes das partidas.

Tabu e Rodrigo Caio

Apesar do bom momento, o São Paulo vai ter de quebrar um tabu neste domingo, no Morumbi. O Tricolor jamais venceu a Chapecoense como mandante (três empates e uma derrota). Com a experiência de quem conhece o adversário, o lateral esquerdo prevê um jogo difícil.

“Será uma partida complicada. O time da Chapecoense vem crescendo, fazendo bons jogos. É estar bem atento na marcação e ser fatal quando tivermos as oportunidades. Teremos o apoio do nosso torcedor mais uma vez, que é uma força a mais para nós no jogo, e vamos com tudo em busca de mais três pontos para seguirmos na liderança”, afirmou Reinaldo.

A partida deste domingo também pode marcar o reencontro de Rodrigo Caio com a equipe. O zagueiro não atua desde o dia 22 de abril, quando sofreu lesão no pé esquerdo. O defensor precisou ser operado em maio e passou o período de Copa do Mundo em recuperação no Reffis. Com o bom momento de Arboleda e Anderson Martins, ele deve ficar no banco de reservas.

Ficha técnica

Data: 19/8/2018
Horário: 19h (de Brasília)
Local: Morumbi, em São Paulo
Árbitro: Rafael Traci (PR)
Auxiliares: Ivan Carlos Bohn e Rafael Trombeta

São Paulo: Sidão; Bruno Peres, Anderson Martins, Arboleda e Reinaldo; Hudson, Jucilei (Liziero) e Nenê; Joao Rojas, Diego Souza e Everton. Técnico Diego Aguirre.

Chapecoense: Jandrei; Eduardo, Rafael Thyere, Douglas e Bruno Pacheco; Márcio Araújo, Amaral, Victor Andrade (Bruno Silva), Yann Rolim (Doffo) e Diego Torres (Canteros); Leandro Pereira
Técnico: Guto Ferreira

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