Análise: São Paulo mostra evolução em clássico, mas repete erros do primeiro semestre

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GloboEsporte.com

 Eduardo Rodrigues

Tricolor cede empate ao Palmeiras no segundo tempo e fica com gosto de derrota.

O São Paulo começou o primeiro tempo do clássico contra o Palmeiras de forma avassaladora. Pelos primeiros 45 minutos, a equipe comandada por Cuca deu indícios de que o segundo semestre prometia uma calmaria maior do que os seis primeiros meses.

Com uma compactação na defesa e passes rápidos para quebrar as linhas do líder do Brasileirão, o Tricolor abriu o placar logo aos 9 minutos, com Pablo. A trama da jogada teve algo pouco visto durante o ano: apoio do lateral Hudson no ataque, ultrapassagem do meia (no caso Hernanes) e chegada para o arremate de um centroavante de ofício (Pablo).

A dupla Hernanes e Pablo, inclusive, foi uma das que mais evoluiu durante os treinos na parada para a Copa América. Um elemento a mais para acreditar que a partir do último sábado haveria um novo São Paulo.

E se no ataque as coisas estavam indo bem, na defesa não era diferente. Com uma forte marcação, apoiada pelos pontas Antony e Alexandre Pato – revelou o pedido de Cuca para que houvesse essa entrega defensiva – o Tricolor obrigou o Palmeiras a sair no chutão. Aos 13 minutos, o São Paulo tinha 66% de posse de bola contra 34% do adversário.

Jogadores do São Paulo comemoram gol de Pablo — Foto: Marcos Ribolli

Jogadores do São Paulo comemoram gol de Pablo — Foto: Marcos Ribolli

Mas aí veio o segundo tempo, e alguns dos problemas do primeiro semestre também apareceram. Com um minuto da etapa final, o Palmeiras chegou com perigo com Deyverson para boa defesa de Tiago Volpi. No lance seguinte, o Tricolor teve a oportunidade de matar o jogo, mas parou em duas boas intervenções de Weverton.

Segundo Cuca, essa falta de definição do resultado mexeu com a equipe, que passou a se defender e chamou o Palmeiras para o seu campo.

– Com um minuto (do segundo tempo) eles criaram uma jogada. Isso mexe. Incentiva quem está atrás e segura quem está na frente. Isso é normal. Pouco tempo depois, repito, tivemos a chance para matar o jogo e infelizmente não fizemos e fomos penalizados em um gol de muita sorte – afirmou o treinador.

Após o gol palmeirense, aos 25 minutos, os mais de 38 mil torcedores presentes no Morumbi também sentiram o gol e uma aflição tomou conta do estádio. Isso porque a equipe nos últimos jogos mostrou pouco poder de reação em momentos adversos.

Cuca lamenta empate do São Paulo com o Palmeiras — Foto: Marcos Ribolli

Cuca lamenta empate do São Paulo com o Palmeiras — Foto: Marcos Ribolli

Parte física

Embora Cuca tenha falado que o elenco está bem fisicamente, alguns jogadores sentiram o cansaço pela falta de jogos devido a parada para a Copa América. Alexandre Pato, por exemplo, confirmou o desgaste e o pedido para ser substituído.

– Fui bem, foi meu primeiro jogo depois da pré-temporada. Cada jogo que você vai jogando vai ganhando a continuidade, a forma física. Senti ali um pouco no final, e o professor falou que quem sentisse era para dar oportunidade para o companheiro, e fiz o que ele pediu. Naquele momento vi que a entrada do Toró naquele momento era melhor – disse o atacante.

O São Paulo agora terá mais uma semana livre para treinos e aprimoramento da parte física até enfrentar a Chapecoense, na próxima segunda (dia 22), no Morumbi, às 20h, pela 11ª rodada do Brasileirão. É mais uma chance de Cuca provar que os erros do primeiro semestre podem ser corrigidos para o restante da temporada.