Ainda sem parceiros, São Paulo vai começar a pagar pela imagem de Daniel Alves em abril de 2020

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GloboEsporte

Eduardo Rodrigues e Marcelo Hazan

Clube vai bancar salários do jogador até o fim do contrato, em 2022. Acordo com atleta inclui exploração de imagem por meio de empresas, e Tricolor diz ter conversas avançadas.

O São Paulo ainda não tem parceiros comerciais para ajudar a pagar por Daniel Alves. A informação foi publicada inicialmente pelo “Uol” e confirmada pelo GloboEsporte.com.

Em contato com o GloboEsporte.com o São Paulo disse estar dentro do prazo para buscar parceiros, sinaliza ter conversas avançadas com duas empresas e afirma que só terá de começar a pagar pela imagem de Daniel Alves no final de abril de 2020.

Pelo acordo com o jogador, o clube pagará um valor não revelado em parcelas semestrais pela exploração dos direitos de imagem, em abril e outubro dos próximos anos.

– Não há nada de novo no planejamento financeiro do Daniel. O que programamos na assinatura é o que está acontecendo. Não há fato novo e nem oneração inesperada. Primeiro porque os salários CLT (em carteira de trabalho) do Daniel Alves são e sempre serão arcados pelo São Paulo, sem parceiros. Segundo, que o direito de imagem do Daniel começa a ser pago no final do primeiro semestre do ano que vem, podendo, ou não, ter parceiros que utilizarão a imagem dele e assim também financiarão tal direito de imagem – disse o gerente-executivo de futebol Alexandre Pássaro.

No total, entre salários, luvas, bônus e acordo pelos direitos de imagem, o São Paulo pagará em média cerca de R$ 1,5 milhão por mês. Mas o clube não considera esse valor como definitivo porque, caso consiga parceiros, o número cai.

O valor que corresponde somente aos salários pagos pelo São Paulo é de aproximadamente R$ 500 mil. As parcelas da imagem poderão ser pagas com a ajuda de parceiros.

Daniel Alves durante treinamento do São Paulo no CT da Barra Funda — Foto: Marcelo Hazan

Raí, responsável direto pelas negociações, e o departamento de marketing do clube, além do estafe de Daniel Alves conversam com empresas interessadas em entrar no projeto.

Segundo o São Paulo, o pagamento pelas parcelas referentes à imagem de Daniel Alves seria como uma espécie de financiamento. Em números fictícios, funcionaria da seguinte maneira:

  • o São Paulo paga um valor pela parcela semestral (por exemplo de R$ 5 milhões) a Daniel Alves pelo acordo de exploração da imagem;
  • se receber até um determinado valor (de por exemplo R$ 7 milhões) por meio de parceiros, o clube fica com uma fatia do lucro (de por exemplo R$ 2 milhões), descontando os R$ 5 milhões de “reembolso”.
  • se receber um outro valor acima dos R$ 7 milhões, o lucro é dividido igualmente entre São Paulo e Daniel Alves: 50% para cada. Ou seja, se houver o pagamento de R$ 500 mil acima do valor determinado no contrato, cada parte receberia R$ 250 mil.

Nesse modelo, o São Paulo “reembolsa” o valor acertado pela imagem de Daniel Alves, fica com um determinado montante de lucro até uma faixa de dinheiro arrecadada (caso haja lucro) e a partir de outra fatia determinada no contrato divide igualmente os valores com o atleta.

Embora não tenha acordo com nenhum parceiro, o São Paulo trabalha com ativações de produtos para explorar a imagem de Daniel Alves e também poderá organizar eventos.

O clube contabiliza recorde na venda de camisas (os números não foram revelados), aumento de aproximadamente 7 mil sócios-torcedores em um mês e valorização na ação de seus patrocinadores, como o “Banco Inter”, entre outras receitas como parte da composição financeira por Daniel Alves.