Beting: Cuca, ex-São Paulo

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Mauro Beting – UOL

Cuca não é mais treinador do São Paulo que assumiu na semifinal do SP-19. Depois de apenas 26 jogos, com apenas 47% dos pontos ganhos, ele pediu as contas em débito. Recebeu reforços como Daniel Alves, Pato, Juanfran e Tchê Tchê, perdeu atletas como Diego Souza, Nenê e Bruno Peres, não ganhou reforços como os quase sempre lesionados ou fora de forma Pablo, Hernanes e Everton, não encontrou um time e um padrão, perdendo a paciência e a confiança mais rapidamente do que o São Paulo muda seu treinador, filosofia de jogo, e ideias coletivas.

Cuca pediu o boné que já estavam tirando de sua cabeça no Morumbi. Não fizeram força para que ficasse depois de mais uma atuação decepcionante na derrota no Morumbi para o Goiás, com pênalti perdido por Reinaldo, nomes importantes pedidos no índex dos indesejáveis por muitos torcedores.

Cuca não vinha sendo feliz pela grande capacidade que tem como treinador. Como outros nomes de menor talento também não têm dado certo desde o vice brasileiro de 2014 com Muricy. Quando mesmo campeão da Sul Americana em 2012 se questionava Ney Franco.

Cuca não acertou o time. Mudou demais a formação e deformou o que já havia. Para encaixar Daniel Alves e Juanfran tentou algo que não rolou. Os principais jogadores fizeram pouco ou não conseguiram fazer. Não apenas por questões e/ou teimas do treinador.

O jogo não fluía mais. E mesmo quando rolou melhor, passou a impressão de ser menos estável que o humor da direção tricolor. Cuca mexeu muito na equipe. Não parecia que os jogadores também não se movessem. Não parecia haver problema do elenco com o treinador. Mas a química não estava legal. O próprio treinador deixou claro isso ao pedir para sair.

E seguirá sem ser boa a liga se o São Paulo trocar de técnico como o elenco é trocado a cada mês. Se a cartolagem não der respaldo à comissão técnica que não passa mês sem contratar caro e vender não tão caro jogadores que não sabemos porque vieram e nem como foram embora.

Mais difícil do que dizer quem comanda o São Paulo no banco é saber com quem o treinador de plantão pode contar no elenco.

Não apenas por lesões e quedas técnicas. Mas porque vão e vêm jogadores sem o menor critério. Muito caros para tão pouco rendimento. Sejam ou não craques e ídolos.

O São Paulo que dava aulas de compra e venda hoje não se compra o que fala e não se vende o que faz.

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