Juanfran relativiza troca e diz o que Diniz precisará fazer no São Paulo

403

GazetaEsportiva

Conhecendo seu segundo treinador em menos de dois meses de São Paulo, Juanfran prefere não olhar muito para trás. Em entrevista coletiva realizada na última segunda-feira, o lateral-direito disse que é normal que trabalhos não funcionem no futebol e que não é caso exclusivo do Brasil.

“Agora não podemos pensar no passado. Cuca tentou fazer o melhor trabalho possível, estamos muito agradecidos a ele, ao seu trabalho. Ele tentou, não se pôde conseguir, mas ele sabe que isso é o futebol e agora o Fernando tem que tentar transmitir o melhor possível para os jogadores, para que os jogadores deem tudo por ele”, relatou.

Segundo o espanhol, a chave de um grande trabalho é que todos os comandados acreditem e defendam seu comandante. “No Atlético de Madrid dávamos tudo pelo Simeone, mas essa é a chave no futebol, que todos os jogadores acreditem em seu treinador; e agora todos queremos acreditar no Diniz, na sua ideia de jogo, na sua forma de viver o jogo, queremos ficar muito tempo com ele e esperamos que os resultados acompanhem isso”, explicou.

O lateral passou sete temporadas com o técnico argentino Diego Semione no Atlético de Madrid, vencendo um Campeonato Espanhol, uma Liga Europa e chegando a duas finais de Liga dos Campeões. O camisa 20, porém, ponderou que casos como o que viveu na Espanha são raridades, inclusive no futebol europeu.

 Confira este e outros vídeos em videos.gazetaesportiva.com“Na Espanha pode ser um pouco mais diferente, mas hoje em dia não existe mais tranquilidade em lugar nenhum. Agora estavam falando na Espanha de quatro treinadores que estão dependendo do próximo jogo. É futebol. Quando estava no Real Madrid estreei com o Queiroz, depois o Camacho ficou um mês e veio o Vanderlei (Luxemburgo)”, contou Juanfran.

“No primeiro ano no Atlético de Madrid tive dois treinadores e depois chegou Simeone, que é algo que não acontece muito no futebol. Aconteceu em Manchester com Ferguson, em Barcelona com o Guardiola um pouco mais, Luis Enrique, mas isso não é normal no futebol”, completou.