Orçamento do São Paulo prevê redução de dívida em 50% por ano e maior cobrança na diretoria

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GloboEsporte

Eduardo Rodrigues

Documento do Conselho de Administração é aprovado e aguarda aval do Conselho Deliberativo.

A previsão orçamentária do São Paulo, elaborada pela diretoria e modificada pelo Conselho de Administração, foi aprovada na noite da última quinta-feira em reunião e encaminhada para o Conselho Deliberativo.

O principal foco do orçamento para os próximos três anos é a redução da dívida bancária do clube em 50% ano a ano. Estima-se que atualmente a dívida com bancos (conta garantida, financiamento, antecipação de recebíveis de venda de ordem e empréstimo) chega a R$ 55 milhões.

De janeiro a agosto deste ano, o São Paulo registrou déficit de R$ 76,5 milhões, mas o clube também projeta receber R$ 80 milhões com negociações de atletas ainda em 2019. Antony, de 19 anos, é o mais cotado no momento para ser negociado.

Um estudo feito pela BDO Esporte Total em 2018 mostrou que o São Paulo era o 12º em endividamento líquido entre os 20 clubes da Série A. Houve uma redução de 8% em relação ao ano anterior.

Conselho do São Paulo define previsão orçamentária — Foto: Marcos Ribolli


Diante deste cenário, os conselheiros também discutem cortar custos do futebol (profissional e de base) e aumentar as receitas, o que terá impacto, por exemplo, no marketing.

A proposta inicial projetava para 2020 receitas de 33 milhões de euros (cerca de R$ 154 milhões) com negociações de jogadores, sendo 75% do valor recebido à vista. Após a aprovação, os números finais não foram revelados.

Maior cobrança na diretoria

Para 2020, o Conselho de Administração também quer que os diretores do clube apresentem seus resultados mês a mês. O objetivo é ter mais transparência no trabalho e que cada diretor seja cobrado por metas.

O Conselho de Administração interveio no projeto elaborado pela diretoria inicialmente e promoveu mudanças.

O documento será submetido ao Conselho Deliberativo, em reunião a ser marcada ainda neste mês, provavelmente entre os dias 17 e 18. Caso não seja aprovada pelos conselheiros, a previsão orçamentária que entra em vigor é a do último ano.

As premissas da proposta orçamentária de 2020 serão usadas como base de 2021 a 2023. Mas ano a ano esses números serão revisados e novamente aprovados.