São Paulo sofre para fazer gols e Diniz cobra: “Ficamos vendidos assim”

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UOL

O São Paulo finalizou 22 vezes contra o Santo André na noite de hoje (9) e só conseguiu marcar um gol, com a ajuda de um desvio na barreira. Contra o Novorizontino, na semana passada, foram 26 conclusões a gol para que a bola fosse para as redes apenas uma vez. Essa falta de efetividade já irrita a torcida e causou até cobranças do técnico Fernando Diniz.

“A resposta prática é que precisamos fazer gols. Criamos muitas chances e ficamos vendidos por não fazer. O São Paulo precisa ganhar jogos e do jeito que estamos jogando, porque com esse tanto de chances criadas estamos sempre perto de ganhar. Só que precisamos colocar a bola para dentro. Não tem explicação”, apontou o comandante em entrevista coletiva após o revés na quinta rodada do Campeonato Paulista.

Para comparar, o Santo André precisou de só cinco finalizações para abrir 2 a 0 no placar ainda no primeiro tempo. Depois, o Ramalhão só incomodou de fato em contra-ataque que terminou com grande defesa de Tiago Volpi após chute de Dudu Vieira. Ainda assim, Diniz também quer que seu time seja mais atento na recomposição defensiva. “Quando não conseguimos fazer os gols, também não podemos tomar. Os dois gols eram evitáveis. Tivemos uma falha no rebote da bola parada. Não tinha ninguém ali e nem saímos rápido no primeiro gol. Depois foi uma falha coletiva importante, com muitos erros de uma vez. São falhas corrigíveis, mas precisamos limar essas chances concedidas”, analisou.

Diniz ainda repreendeu a arbitragem comandada por Vinícis Gonçalves Dias Araújo por não ter flagrado impedimento de Ronaldo na origem do primeiro gol do Santo André. O São Paulo já havia sofrido com erros contra o Novorizontino, com dois gols mal anulados e dois pênaltis ignorados. Nas duas partidas, o Tricolor tropeçou e agora é só o terceiro colocado do Grupo C. “Poderíamos ter evitado os gols sofridos, mas a arbitragem também poderia deixar de errar. Na segunda-feira já foi assim. Não fosse a arbitragem, fatalmente teríamos ganhado. Só que cabe a nós evitar as chances do adversário, que já têm sido poucas, e aproveitar melhor as nossas”, concluiu.