A pedido do São Paulo, Justiça bloqueia (mas não encontra) valores da venda de Pedro Raul, do Botafogo

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GloboEsporte

 Leonardo Lourenço e Thayuan Leiras

Cariocas devem cerca de R$ 5,2 milhões por transferência de Henrique Almeida, em 2013.

A Justiça de São Paulo determinou o bloqueio de contas do Botafogo e a retenção de valores da venda do atacante Pedro Raul a pedido do São Paulo, que cobra cerca de R$ 5,2 milhões dos cariocas por uma dívida da transferência do atacante Henrique Almeida em 2013.

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A ação se arrasta há anos, e o clube paulista já tinha conseguido outras penhoras, todas infrutíferas. Foi o que aconteceu novamente, já que a pesquisa feita a mando da Justiça não encontrou valores para bloqueio.

A decisão é do dia 13 de abril, e a pesquisa de contas do Botafogo foi feita no final da semana passada.

O São Paulo tem tentando penhorar recursos do Botafogo desde o ano passado, quando teve atendido um pedido para bloqueio de premiações que o time alvinegro tinha direito por avanços na Copa do Brasil.

Pedro Raul foi negociado com clube do Japão — Foto: Vitor Silva/Botafogo

Pedro Raul foi negociado com clube do Japão — Foto: Vitor Silva/Botafogo

No começo da temporada, interessado no zagueiro Kanu, o Tricolor sugeriu ao Botafogo incluir parte da dívida, R$ 1,5 milhão, para ser descontada numa transferência para o Morumbi – o São Paulo ainda pagaria R$ 3,5 milhões em dinheiro.

O Botafogo sinalizou que toparia, mas depois voltou atrás, como o ge e outros veículos informaram no dia 24 de fevereiro.

No mesmo dia, horas depois, o São Paulo pediu à Justiça que retivesse valores relativos à venda de Pedro Raul ao Kashiwa Reysol, do Japão, por cerca de R$ 10,7 milhões, negócio sacramentado no dia 11 de fevereiro.

As negociações entre o São Paulo e o Botafogo por Kanu se desenrolaram durante este período.

Henrique Almeida se transferiu ao Botafogo em 2013 — Foto: Marcio Cunha/Chapecoense

Henrique Almeida se transferiu ao Botafogo em 2013 — Foto: Marcio Cunha/Chapecoense

Em grave crise financeira, o Botafogo renovou em abril um acordo feito na Justiça do Trabalho para que seus funcionários tenham preferência nas receitas do clube sobre outros credores.

Uma porcentagem do que o clube arrecada com patrocinadores, direitos de transmissão, prêmios e venda de atletas, por exemplo, é depositada judicialmente para esse fim, e outra parte fica com o Botafogo para saldar despesas corriqueiras.

Esse acordo permite que os salários sejam pagos em dia, desde que haja recursos, até dezembro – um valor de até R$ 39,5 milhões. Só quando, e se, esse montante for superado, demais credores poderão penhorar receitas alvinegras.

A venda de Pedro Raul entrou nessa cesta, o que explica o fato de os valores não terem sido encontrados pela Justiça.

O pedido de bloqueio do São Paulo gerou desconforto no Botafogo, que entende que a sucessão dos fatos não é coincidência. O clube, porém, não se manifesta sobre ações na Justiça.

No São Paulo, a versão de que o pedido foi uma retaliação pela recusa do Botafogo em ceder Kanu é negada. Afirma-se que houve uma tentativa de acordo durante a negociação e que, a partir do momento em que ela não se concretizaria, o clube entendeu que poderia tomar ações no processo de cobrança na Justiça.

1 COMENTÁRIO

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