Análise: às portas de momento decisivo, atuações irregulares freiam embalo do São Paulo

GloboEsporte

 Leonardo Lourenço 

Maratona cobra preço ao time de Crespo, que escala equipe mista em empate com o Corinthians.

Depois de um abril perfeito, com oito vitórias em oito jogo, maio começou em Itaquera para o São Paulo com um freio na ascensão. Como em todas as outras vezes em que foi à Zona Leste, o time saiu de lá sem vencer o Corinthians, desta vez em um empate por 2 a 2 com um gol de pênalti no último minuto.

Não há nada de desastroso no resultado – que, na prática, pouco muda a situação do São Paulo, já classificado para as quartas de final do Paulistão e ainda com a melhor campanha do torneio.

Merece atenção, porém, o desempenho da equipe – com todas as considerações que devem ser feitas.

Crespo escalou um time misto, sem Daniel Alves, com um ataque sem titulares. Uma cautela justificável, mesmo num clássico, pela insana tabela enfrentada pelo time nos últimos 20 dias, com nove jogos – sete deles no Paulista, dois na Libertadores (uma viagem ao Peru).

Dito isso, o São Paulo não foi bem contra o Corinthians, especialmente no segundo tempo, que terminou com praticamente todo o time titular no gramado, exceção a Reinaldo, Daniel Alves e (talvez) Bruno Alves – Miranda jogou e parece que continuará na equipe.

Mesmo o time misto do São Paulo é melhor do que o do Corinthians, uma equipe sem padrão, desorganizada.

Jogadores comemora gol de Miranda no clássico — Foto: Marcos Ribolli

Esperava-se uma atuação mais consistente, mas os visitantes foram burocráticos, tiveram dificuldades no meio de campo, e não fizeram muito mais do que o que rendeu o primeiro gol, um cabeceio de Miranda num escanteio aos 14 minutos do primeiro tempo.

O Corinthians reagiu e empatou antes do fim do primeiro tempo, um golaço de Luan – que depois, no segundo tempo, perderia um gol incrível (que provavelmente seria anulado depois pelo VAR, já que a bola pareceu ter saído em lateral pouco antes), quase que um resumo dessa passagem do jogador pelo Parque São Jorge.

Os 40 minutos após o intervalo foram um teste para o torcedor que, numa hora dessas, no domingo, geralmente só espera os créditos do Fantástico subirem para dar adeus ao fim de semana e poder descansar para lamentar a chegada de mais uma segunda-feira.

Crespo “titularizou” o São Paulo na etapa final com as entradas de Luciano, Liziero, Benítez e Pablo. Num erro no meio de campo, porém, o time entregou a bola para o Corinthians, que virou a partida com Gustavo Mosquito.

Pouco depois, Pablo foi derrubado na área do Corinthians por João Victor, e Luciano bateu o pênalti para empatar.

Foi o segundo jogo seguido do São Paulo com atuação irregular, três dias depois da vitória sobre o Rentistas por 2 a 0, quando a equipe também não teve boa atuação.

A queda de rendimento não surpreende dado o contexto em que a partida contra o Corinthians se insere. Pode ser a maratona cobrando um preço, ou um relaxamento num torneio em que nada mais há a ser feito por ora.

O São Paulo, porém, está às portas de um momento decisivo desse início de temporada.

Na quarta, vai à Argentina enfrentar o Racing no que se imagina ser o jogo mais difícil do time nessa fase de grupos da Libertadores.

Depois, na próxima semana, viaja ao Uruguai para o reencontro com o Rentistas e, nos dias seguintes, encara os mata-matas do Paulista. Uma armadilha em jogo único nas quartas e na semifinal, que no ano passado derrubou o São Paulo, com o agravante de que, nesse ano, será intercalado por pouquíssimos dias de descanso e a reta final da fase de grupos da Libertadores.

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