Ceni evita rotular São Paulo na briga contra rebaixamento e quer tentar time mais ofensivo

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GloboEsporte

Treinador concedeu entrevista depois do empate por 1 a 1 com o Fortaleza, no Castelão.

O empate por 1 a 1 com o Fortaleza aliviou o São Paulo. O ponto permitiu ao time permanecer cinco pontos afastado da zona de rebaixamento do Brasileirão. Porém, durante a entrevista coletiva após o confronto no Castelão, o técnico Rogério Ceni evitou rotular qual a briga do time nesta reta final de competição

— Não posso dizer, o que posso falar é que estamos aqui tentando fazer aqui o maior número de pontos possíveis, faltam sete rodadas. Estamos no intermediário entre as duas brigas. Entre a Pré-Libertadores e o rebaixamento é quase a mesma distância. Não vou me referir. Estamos aqui para fazer o São Paulo jogar o melhor futebol possível — disse Ceni.

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Rogério Ceni São Paulo  — Foto: Rubens Chiri / saopaulofc.net

Rogério Ceni São Paulo — Foto: Rubens Chiri / saopaulofc.net

O treinador também abordou a questão financeira sobre esse assunto, já que o próprio São Paulo considera fundamental a classificação para a próxima Libertadores.

— Sobre prejuízo, aqui já tem prejuízo há bastante tempo, né… Há anos o prejuízo aumenta. Lembro que saí daqui com R$ 150 milhões de dívidas. Hoje tem R$ 600 milhões, vai aumentando. É sempre gostoso ver o São Paulo jogando a Libertadores, espero que a gente brigue ainda nas últimas rodadas por isso, mas temos que somar pontos. O objetivo é somar o máximo de pontos — acrescentou.

Sobre a partida desta quarta-feira, Ceni admitiu a dificuldade de o time criar mais oportunidades. Porém, o treinador enxerga lacunas no elenco, especialmente para adotar um jogo mais acelerado no campo ofensivo.

— Sabia que era um momento pelo que eu via acompanhando e assistindo aos jogos, que era um momento de dificuldade, o time vinha há seis, sete empates. Estamos tentando marcar gols, mas não estamos conseguindo. Tivemos muitas chances nos primeiros quatro jogos e agora diminuiu — relatou Ceni, que pretende ter um time mais ofensivo.

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— Temos uma equipe sólida defensiva, mas precisamos experimentar algumas alternativas. Vamos fazer na sexta e no sábado para tentar o time um pouco mais ofensivo, com mais chances de gol. É um pouco mais difícil quando você não tem velocidade, não tem ultrapassagem. A gente joga num sistema que se encaixa no elenco — afirmou Ceni, que vê apenas um jogador com essa característica no elenco.

— O único jogador de velocidade que temos é o Marquinhos, então fica difícil de você mudar um sistema de jogo. Estamos tentando montar um time dentro do elenco — comentou.

Confira mais respostas de Rogério Ceni:

Lacunas no elenco
— Nesse ano eu não tenho como resolver isso. Repito, para você ter profundidade, precisa jogar com jogadores abertos. A única maneira de ser profundo é liberar os alas e ter os velocistas. Eu acho que a montagem do elenco nos últimos anos não culminou com opções maiores. Poderíamos jogar o Benítez por dentro, mas não é de velocidade. Colocamos o Rigoni, mas não é de velocidade também. Para nós acelerar o jogo é complicado. Temos que fazer o jogo como encontramos o elenco montado.

Falta de criação
— Vem faltando sim. Acredito que vamos ter que arrumar uma solução para ter mais criatividade. Mas não podemos contra o Fortaleza não ser competitivos, caso contrário, eles passam por cima. Se for pegar o jogo do São Paulo contra o Fortaleza na Copa do Brasil é nítido como o time se portou. A primeira opção foi fazer um time para bater de frente na parte física com o Fortaleza. No final, tentamos algumas alternativas para deixar mais ofensivo, mas mais exposto. Uma pena que o primeiro gol foi anulado, mas ainda conseguimos fazer o gol de falta. Acho que foi um jogo bom, brigado. Precisamos criar mais, melhorar em algum aspecto.

— Nesse ano eu não tenho como resolver isso. Repito, para você ter profundidade, precisa jogar com jogadores abertos. A única maneira de ser profundo é liberar os alas e ter os velocistas. Eu acho que a montagem do elenco nos últimos anos não culminou com opções maiores. Poderíamos jogar o Benítez por dentro, mas não é de velocidade. Colocamos o Rigoni, mas não é de velocidade também. Para nós acelerar o jogo é complicado. Temos que fazer o jogo como encontramos o elenco montado.

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Falta de gols
— Benítez é um jogador de armação e acho que não tem muitos gols. A única maneira era você tirar um zagueiro para colocar mais um jogador de meio campo ou de frente. Se você pega um time muito alto, você sofre na altura da bola parada, que decide muitos jogos. Como não temos pontas, fica mais difícil porque você não tem a velocidade. Vamos estudar, pensar no Flamengo e sexta e sábado encontrar uma equipe que consiga machucar mais o adversário na parte ofensiva.

Gol e desempenho de Benítez
— Eu fiquei feliz porque o gol de falta é algo especial, eu treinava muito e ele hoje teve essa oportunidade. Ele e o Vitor Bueno ficaram ali do lado, ele teve confiança. Pareceu um gol que ele fez no Vasco contra o Palmeiras. Tem que repetir mais nos treinamentos, tem que treinar mais. Fico feliz por ele. Dentro das condições dele, tecnicamente é um jogador diferenciado, mas na parte física temos que fazer com que ele evolua para se tonar mais competitivo. Foi fundamental o gol dele hoje.

— A gente se entregou muito no jogo, um jogo competitivo. Uma equipe que tem a força física na pressão. Tentamos igualar a força física no meio, colocando Igor e Sara para competir com Éderson. Adiantamos o Reinaldo para pegar a saída do Tinga para que Luciano e Calleri ficassem mais preocupados com os dois zagueiros que não saem. Conseguimos sem a bola fazer um bom jogo. Com a bola é que a gente não tem conseguido produzir, principalmente fora de casa, nesses dois jogos, como produzimos nos meus primeiros quatro jogos.

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