Além das 4 linhas – Carpini parte 2

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A hora da verdade chegou e o SPFC ficou sem apresentar um bom futebol. Como escrevi na última reflexão, o jogo de domingo diria muito, e disse. Posso estar errado, mas se em 14 jogos um treinador não consegue fazer seu time jogar bem, tem algo errado.

O que talvez esteja errado é que Carpini não deveria estar no SPFC como principal comandante do futebol tricolor, um clube gigante tri mundial que bota 45.000 pessoas em média nos seus jogos. Então Muricy e diretoria erraram? Não necessariamente, pois depende muito das possibilidades que existiam no momento de contratar treinador. Bom, até a próxima partida há um bom tempo para Carpini treinar o elenco, juntar forças e aguardar ser despedido em julho como tudo indica até aqui. Despedir o treinador sem ter opção definitiva seria um erro. A hora é de aguardar e deixar o trabalho continuar, já que estamos numa janela para treinamentos e uma “possível” evolução. Se nada disso ocorrer, o clube terá obrigação de mudar e trazer profissional de alto nível, coisa que o SPFC deveria sempre ter, diga-se de passagem. Nada de novatos!

Tudo bem, Rato, Nestor e Calleri fazem muita falta, assim como Beraldo e Caio, pois nosso querido Wellington está demonstrando clara falta de capacidade. Já Diego vai bem, mas não é Beraldo. Infelizmente não é pela falta destes jogadores que o time está devendo, e sim por incapacidade do treinador em fazer do elenco que ele dispõe um time pelo menos razoável.

Já escrevi muitas vezes aqui neste espaço, mas não custa relembrar: Qual a taça pesada que o SPFC conquistou sem ter no banco um bom e experiente treinador? Todo mundo elogia a capacidade do Rogério como treinador, dizem ser ele um cara muito trabalhador, mas lembremos do que aconteceu com o SPFC logo que Dorival assumiu. Os exemplos do que um grande treinador pode fazer com um bom elenco são infindáveis em nossa história.

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Eu penso que toda a diretoria deve estar pensando assim: Bom, sabíamos que seria difícil, mas foi o melhor que pudemos. Qual o próximo passo?

Treinador brasileiro simplesmente não existe e será necessário buscar mundo afora. Vários nomes agradam e alguns foram contatados em janeiro, quando não podiam vir por questões contratuais. Imagino que a carga sobre estes e outros já tenha começado. Inclusive li que o português Luís Castro não está assim tão bem na Arábia. Trata-se de treinador de bom nível que já conhece nosso futebol.

Como no SPFC tem gente que conhece muito bem o esporte, eu posso imaginar o que passa pela cabeça deles agora e o momento é de aguardar o tempo passar, infelizmente.

Salve o tricolor paulista, o clube da fé.

Carlito Sampaio Góes